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    Filtro do TikTok reaquece debate sobre os distúrbios de imagem

    Brazilian Association of Plastic Surgeons disse que situação agrava pacientes com transtorno dismórfico corporal

    Getty Images

    Gabriel Fernedada CNN

    em São Paulo

    O crescente número de cirurgias plásticas vem levantando um debate sobre distúrbios de imagem na sociedade contemporânea.

    Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), foram feitas 1.306.962 intervenções cirúrgicas estéticas no Brasil em 2023, contra 459 mil entre 2007 e 2008.

    Segundo a Brazilian Association of Plastic Surgeons (BAPS), um dos vilões de doenças e distúrbios de imagem são as redes sociais.

    Um estudo da BAPS mostrou que as mídias sociais agravam um problema que atinge mais de 4 milhões de brasileiros de 15 a 30 anos: o transtorno dismórfico corporal.

    Esse distúrbio faz com que as pessoas tenham um foco obsessivo em características que consideram inadequadas para sua aparência. Dessa forma, elas perdem a capacidade de reconhecer de forma realista a beleza do seu corpo.

    Recentemente, o TikTok criou um filtro chamado “My New Twin”, que vem sendo chamado de “galã de novela”, por transformar o rosto do usuário em uma imagem de modelos.

    De acordo com a cirurgiã plástica Dra. Heloise Manfrim, sócia-fundadora da BAPS, filtros de redes sociais vem tendo um papel que agrava distúrbios de imagem como o transtorno dismórfico corporal.

    “Hoje, está sendo muito comum principalmente por influência dos filtros dos aplicativos como Instagram e Snapchat ou até mesmo pelo photoshop que hoje faz com que o culto à aparência acabe massacrando as peculiaridades dos corpos reais, das vidas reais, de pessoas reais. Muitos pacientes chegam ao consultório buscando alterar tantos pontos da aparência e é necessário identificar esses distúrbios para o encaminhamento correto ao psiquiatra”, avaliou.

    Heloise Manfrim afirmou também que é comum que distúrbios deste tipo aconteçam entre a infância e o início da fase adulta.

    “Nessa fase da vida, a autoestima ainda depende muito de uma boa aparência, logo, aparecer bem nas selfies torna-se quase que uma obrigação. Há também o desejo de receber ‘likes’ e obter mais ‘seguidores’ nas mídias sociais, já que os adolescentes pensam nisso como sua posição social. No total, esses fatores motivam muitos jovens a querer se submeter à cirurgia plástica”, explica.