Gastrocirurgião explica cirurgia do papa: Diverticulite nunca vai causar câncer

Francisco foi submetido a uma cirurgia para tratar a inflamação neste domingo (4); ele se recupera bem e deve permanecer internado por uma semana

Produzido por Elis Franco, da CNN em São Paulo

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O gastrocirurgião da Beneficência Portuguesa de São Paulo, Alexandre Sakano, explicou, em entrevista à CNN nesta segunda-feira (5), que a diverticulite, inflamação na parede do intestino grosso (cólon), nunca vai causar câncer. 

O papa Francisco foi submetido a uma cirurgia para tratar a inflamação neste domingo (4). Segundo boletim médico divulgado hoje (5) pelo Vaticano, ele se recupera bem e deve permanecer internado por uma semana. 

“A diverticulite nunca vai causar um câncer. O que pode acontecer de mais arriscado é complicar, causando uma perfuração no intestino e vazar fezes para fora, para dentro da cavidade abdominal e, assim, uma infecção mais grave. Pode também formar pus e ter que fazer uma cirurgia de urgência”, explicou Sakano.

“Esta cirurgia não é muito complicada. Em torno de um a dois dias ele já deve conseguir levantar, caminhar e voltar a se alimentar com líquido devagarinho, e em torno de uma semana a dez dias, já conseguirá fazer todas as funções sozinho e receber alta do hospital.” 

De acordo com o especialista, quem tem diverticulite, sente dor. “Quando acontece muitas vezes o intestino vai ficando mais rígido, e a dor fica crônica. Como quando a articulação no joelho não funciona bem e a pessoa sente dor toda vez que anda”, disse o médico.

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