Grávidas com comorbidades poderão ser vacinadas com Coronavac e Pfizer no Rio

Nova remessa entregue pelo Ministério da Saúde começa a ser aplicada na capital já nesta quarta-feira (12)

Ana Lícia Soares, da CNN, no Rio de Janeiro

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Após o Ministério da Saúde decidir suspender a vacinação contra a Covid-19 em grávidas e puérperas com comorbidades com o imunizante da Oxford/AstraZeneca e autorizar somente a aplicação das vacinas Coronavac e Pfizer, a Secretaria municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS) informou que retomará nesta quarta-feira (12) a vacinação contra a Covid-19 do grupo.

A secretaria informou, ainda, que por orientação do Ministério da Saúde, serão aplicadas apenas as vacinas Pfizer e Coronavac, de acordo com a disponibilidade. Para ser vacinada, é necessário que a gestante ou puérpera apresente um laudo médico detalhado justificando a recomendação e avaliação da relação risco-benefício para a vacinação, além da assinatura do termo de esclarecimento disponível no site coronavirus.rio/vacina/.

A SMS informou que, neste primeiro momento, vai aplicar 50.310 doses das 100.446 doses destinadas ao município. As demais doses ficarão armazenadas em um freezer do Governo do Estado do Rio de Janeiro que atende aos requisitos técnicos do fabricante da Pfizer, que é armazenar as doses entre entre -25ºC e -15ºC, podendo ficar até cinco dias sob uma temperatura entre 2ºC e 8ºC. O pedido foi feito pela própria prefeitura do Rio.

A medida foi tomada depois que a SMS informou que uma mulher grávida de 35 semanas desenvolveu trombose e morreu nesta segunda-feira. A gestante havia  recebido a primeira dose da vacina contra Covid-19 Oxford/AstraZeneca. O secretário de saúde, Daniel Soranz, informou à CNN que está acompanhando o caso junto ao Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Uma investigação está sendo conduzida pelos órgãos competentes e o objetivo é apurar se há relação do desenvolvimento da trombose com a vacina.

Pelas redes sociais, o secretário de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, Alexandre Chieppe, informou que a pasta continua acompanhando o caso da grávida e pediu à população que não deixe de se vacinar.

“Estamos falando de um caso, que infelizmente é um caso muito trágico, mas que é uma vacina que a gente já vem utilizando há muito tempo, tem estudos clínicos rigorosos. Então, não fiquem com medo, se vacinem. É o nosso principal instrumento para poder dar fim à pandemia”, afirma.
A SES informou, em nota, que a aplicação da segunda dose em gestantes ou puérperas com a AstraZeneca também está suspensa.

Com relação à aplicação de doses da CoronaVac, a Prefeitura do Rio informou que  tem doses suficientes para atender aos idosos de 66 anos ou mais, somente até esta quarta. De quinta-feira (13) em diante, a pasta aguarda a chegada de novas doses para dar continuidade ao calendário de vacinação.

Na Região Metropolitana, a Prefeitura de Niterói disse, em nota, que vai suspender a vacinação da segunda dose da CoronaVac nesta quarta-feira (12). Os estoques do imunizante contra a Covid-19 estão zerados, segundo a prefeitura e o município aguarda nova remessa da vacina pelo Ministério da Saúde, responsável pelo fornecimento das doses. O atraso na aplicação da segunda dose, que deve ocorrer em até 28 dias, não compromete a eficácia da imunização.

Na Baixada Fluminense, 22 mil estão com a segunda dose atrasada em Nova Iguaçu. A cidade não tem mais doses de CoronaVac e, neste momento, aplica somente o imunizante da AstraZeneca.

Nesta quarta-feira (12), a Pfizer Brasil informou que entrega ao Ministério da Saúde um novo lote da vacina, desenvolvida em parceria com a BioNTech. A nova entrega de 628.290 doses do imunizante ao Governo Brasileiro será realizada às 19h55 no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). O Ministério da Saúde ainda vai informar como será feita a divisão das doses.

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