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    Juiz de Fora registra a primeira morte por febre maculosa no ano; óbitos em MG chegam a 13

    Vítima era um homem de 37 anos; MG já teve 40 casos confirmados em 2023

    Carrapato-estrela, transmissor da bactéria causadora da febre maculosa
    Carrapato-estrela, transmissor da bactéria causadora da febre maculosa Prefeitura de Jundiaí

    Victor Aguiarda CNN*

    A cidade de Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais, registrou a primeira morte por febre maculosa no município em 2023. A informação foi confirmada em boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (29) pela Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).

    Segundo as informações do documento, a vítima era um homem de 37 anos, que não teve a identidade revelada. A morte foi a 13ª registrada no estado, de um total de 40 casos confirmados.

    De acordo com dados da SES-MG, no período de 2018 a 2022 foram confirmados 190 casos e 62 óbitos decorrentes da febre maculosa em Minas Gerais. O período de maior incidência foi em 2018, quando foram registrados 58 casos e 22 mortes. Já a maior baixa foi em 2020, com 16 casos confirmados e 4 óbitos no estado.

    No ano passado, foram 27 casos e 6 óbitos. Com os 40 casos registrados até o momento, 2023 marca a maior alta da doença desde 2019.

    Sobre a febre maculosa

    A SES-MG define a febre maculosa como “doença febril aguda, de gravidade variável”. Isto é, para algumas pessoas, a enfermidade pode ter efeitos leves, enquanto para outras pode se apresentar de formas graves, com elevada taxa de letalidade.

    A doença é causada por bactérias do gênero Rickettsia e transmitida pela picada de carrapatos infectados, frequentemente presentes em animais como capivaras e gambás.

    Os sintomas mais comuns são febre, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal, dor muscular constante, inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e sola dos pés, gangrena nos dedos e orelhas e paralisia dos membros. Manchas vermelhas nos punhos e tornozelos também são frequentes.

    O tratamento, por sua vez, é realizado com antimicrobianos, e tem maior eficácia se iniciado nas primeiras fases da doença.

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    *Sob supervisão de Vinícius Bernardes