Médicos residentes são submetidos a ‘prova de fogo’ durante pandemia de COVID-19

Profissionais da área da saúde também enfrentam atraso nos pagamentos

Adriana de Luca

Da CNN, em São Paulo

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Mais de 49 mil médicos residentes atuam em hospitais de todo o Brasil. São jovens profissionais que estão iniciando carreira em um momento dramático e inesperado da medicina.

A residência dura em média três anos: começa no final da faculdade e pode ser feita em hospitais públicos, particulares ou entidades filantrópicas. Os profissionais recebem uma bolsa salário e não podem ter outro emprego.

A maior parte dessas bolsas é paga pelo Ministério da Saúde, e os residentes dizem que o pagamento tem atrasado. Outros diversos profissionais na área da saúde, como enfermeiros, nutricionistas e fisioterapeutas, também sofrem com a falta de pagamento.

“Estamos necessitados dessa bolsa-auxílio, já que o programa exige de nós plantões noturnos e diurnos, aulas e participação em atividades científicas”, diz Denner Ilmar, residente do Hospital Filantrópico-PR.

Outro problema levantado pelos residentes é o valor da bolsa que não tem reajuste desde 2016 e, por causa do aumento das alíquotas de contruibuição do INSS, em março, o valor líquido que os profissionais recebem diminuiu. Em protesto, a categoria ensaiou uma greve nacional, mas desistiu por conta da pandemia.

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