OMS está em ‘contato estreito’ com a Índia para reiniciar entregas de vacinas

De acordo com a OMS, a COVAX avalia os países que podem ser afetados pelos atrasos

Profissional da Saúde prepara dose de vacina da AstraZeneca contra Covid-19
Profissional da Saúde prepara dose de vacina da AstraZeneca contra Covid-19 Foto: Yves Herman - 15.mar.2021/Reuters

Por Emmet Lyons, da CNN

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) continua em “contato próximo” com o governo indiano para reiniciar as entregas de vacinas do Serum Institute of India (SII), disse um porta-voz da OMS à CNN quando questionado se o SII está atualmente proibindo a exportação de vacinas da AstraZeneca.

O SII é o maior fabricante de vacinas do mundo, e a Índia normalmente produz mais de 60% de todas as vacinas vendidas globalmente. Sua vasta capacidade de fabricação é o motivo pelo qual o país se inscreveu como um dos principais participantes da COVAX, a iniciativa global de compartilhamento de vacinas que oferece doses com desconto ou gratuitas para países de baixa renda. Pelo acordo inicial anunciado no ano passado, a SII fabricaria até 200 milhões de doses para até 92 países.

No entanto, em face da segunda onda devastadora da Índia, o governo e o SII mudaram o foco do fornecimento de vacinas para a COVAX para priorizar seus próprios cidadãos.

A COVAX Facility notificou os países participantes e economias que as entregas de doses do SII foram adiadas em março e abril devido ao aumento da demanda por vacinas da Covid-19 na Índia. Isso significa que não ocorrerão as entregas inicialmente esperadas de 90 milhões de doses do SII em março e abril para 60 países, segundo a OMS.

A OMS disse que continua “esperançosa de que o diálogo em andamento entre a COVAX e o Governo da Índia nos ajude a acessar algumas dessas doses o mais rápido possível”.

“Na situação em que o SII é incapaz de compensar a disponibilidade reduzida durante maio, isso resultará em uma queda nas entregas da vacina COVAX originalmente projetadas até maio, conforme comunicado aos países”, disse o porta-voz.

De acordo com a OMS, a COVAX está atualmente avaliando os países que podem ser afetados pelos atrasos do SII para apoiá-los sempre que possível, garantindo que a segunda dose seja administrada dentro do prazo recomendado.

(Texto traduzido, clique aqui e leia o original em inglês).

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