Pesquisadora da Fiocruz: vacina de Oxford pode proteger 2 mi de pessoas agora

Margareth Dalcolmo diz que aplicação da segunda dose da vacina de Oxford pode ser feita em até 12 semanas

Da CNN, em São Paulo

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O lote com dois milhões de doses da vacina de Oxford chegou ao Brasil e está na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. Após o trabalho de checagem e rotulação, o lote será redistribuído para os estados brasileiros. A estimativa é que o envio ocorra ainda neste sábado (23).

A pesquisadora da Fiocruz, Margareth Dalcolmo, afirmou à CNN que concorda que as vacinas que foram importadas da Índia sejam aplicadas, neste momento, numa única dose em dois milhões de pessoas. Ela afirmou que o intervalo de tempo entre as duas doses necessárias para garantir a proteção pode ser maior, em comparação com a Coronavac, que precisa das duas doses em até quatro semanas.

“Esses dois milhões de doses devem proteger na primeira aplicação dois milhões de pessoas. Por que razão? Porque diferentemente da vacina Coronavac, cujo espaço aprovado, testado e regulado é com um tempo de intervalo entre a primeira e a segunda doses de três a quatro semanas, ou duas a quatro semanas, melhor dizendo, a vacina [de Oxford] foi aprovada na Inglaterra e, de modo semelhante no Brasil, para um intervalo de doze semanas. 

“Ora, se nós vamos vacinar as pessoas neste fim de janeiro, início de fevereiro, dará tempo para que a produção nacional supra, para a segunda dose, todos os vacinados que receberam a primeira com esse quantitativo vindo da Índia. Sem dúvida nenhuma, acho uma medida corretíssima”, diz a pesquisadora.

(Publicado por: André Rigue)

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