Pfizer ainda não apresentou resultado final de estudos, diz vice-diretora da OMS

A vice-diretora geral da OMS, Mariangela Simão, ressaltou que dados apresentados foram preliminares

Da CNN, em São Paulo

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A vice-diretora geral da OMS, Mariangela Simão, disse em entrevista à CNN que apesar da notícia de que a vacina da Pfizer contra o novo coronavírus tem 90% de eficácia, os resultados apresentados ainda são preliminares e que ainda aguardam os estudos definitivos do medicamento.

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A empresa farmacêutica americana disse nesta segunda-feira (9) que sua vacina experimental contra a Covid-19 mostrou ser 90% eficaz na prevenção da doença, com base em dados iniciais de um estudo amplo.

O estudo preliminar analisou os primeiros 94 casos confirmados de Covid-19 entre os mais de 43 mil voluntários que receberam duas doses da vacina ou um placebo. Segundo a farmacêutica, menos de 10% das infecções ocorreram em participantes que receberam a vacina. Mais de 90% dos casos ocorreram em pessoas que receberam placebo.

A Pfizer e sua parceira alemã BioNTech são as primeiras farmacêuticas a anunciarem dados bem-sucedidos de um ensaio clínico em larga escala, com uma potencial vacina contra o novo coronavírus.

As empresas disseram que até o momento não encontraram nenhuma preocupação de segurança com a candidata a imunizante e que esperam pedir autorização para uso emergencial da vacina nos Estados Unidos neste mês.

Duração do efeito 

O co-fundador e presidente-executivo da BioNTech disse estar otimista de que o efeito de proteção da vacina experimental contra Covid-19 da empresa, desenvolvida em conjunto com a Pfizer, durará pelo menos um ano.

Devemos ser mais otimistas de que o efeito imunizante vai durar pelo menos um ano”, disse o presidente-executivo Ugur Sahin à agência de notícias Reuters.

Embora ainda não se saiba por quanto durará a proteção, pesquisas em pacientes recuperados e resultados anteriores dos testes com a vacina o levam a acreditar que a proteção não será de curto prazo.

(Edição: Sinara Peixoto)

 

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