PGR pede novamente que STF arquive denúncia contra Arthur Lira

Denúncia engloba caso de supostas propinas pagas ao Partido Progressista

Presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), comentou sobre aquisição de vacinas pela iniciativa privada após reunião do comitê da pandemia
Presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), comentou sobre aquisição de vacinas pela iniciativa privada após reunião do comitê da pandemia Foto: Reprodução/CNN Brasil (31.mar.2021)

Gabriela Coelho, da CNN, em Brasília

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O vice-procurador da República, Humberto Jacques de Medeiros, reiterou nesta quarta-feira (14) um pedido para que o Supremo Tribunal Federal arquive uma denúncia apresentada contra o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), no âmbito da Operação Lava-Jato no caso de supostas propinas pagas ao Partido Progressista, caso que ficou conhecido como ‘Quadrilhão do PP’.

Em março, o ministro Edson Fachin negou o pedido feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em relação ao presidente da Câmara. O ministro, no entanto, aceitou o pedido de arquivamento contra outros parlamentares do Progressistas, entre eles o presidente da legenda, senador Ciro Nogueira (PI), e os deputados Aguinaldo Ribeiro (PB) e Eduardo da Fonte (PE).

Na ação, a Procuradoria Geral da República afirmou que “há uma dissonância entre as narrativas de delatores quanto ao destino de valores ilícitos pagos pela construtora”. “Não consta em planilhas que os valores foram destinados a Arthur Lira”, diz o vice-PGR.

Em petição ao STF, a defesa de Lira disse que a acusação se baseia exclusivamente na delação de Alberto Youssef e que ele nem sequer havia sido eleito deputado federal no período em que a lhe imputam a liderança na articulação dos pagamentos indevidos.

Em setembro do ano passado, o órgão comunicou à Corte que havia desistido de levar à frente as investigações contra o parlamentar. A PGR acatou a tese dos advogados de Lira, de que não havia provas que ligassem o deputado do PP ao suposto recebimento de propina de R$ 1,6 milhão da Queiroz Galvão. Fachin, no entanto, apontou que o caso deve continuar tramitando e a denúncia levada à análise do plenário.

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