Prefeitos de MG vão decidir por reabertura do comércio em cada município

O governo de MG lançará o programa Minas Consciente, a fim de estabelecer diretrizes aos prefeitos, que poderão avaliar a reabertura gradual nos municípios

Secretário de Estado da Saúde (SES-MG), Carlos Eduardo Amaral, durante coletiva sobre a situação da pandemia no estado de Minas Gerais.
Secretário de Estado da Saúde (SES-MG), Carlos Eduardo Amaral, durante coletiva sobre a situação da pandemia no estado de Minas Gerais. Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG

Da CNN, em São Paulo

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O estado de Minas Gerais deixará nas mãos dos prefeitos do estado a decisão de reabrir o comércio em meio à pandemia do novo coronavírus. Segundo o secretário de Saúde Carlos Eduardo Amaral, o governo vai lançar o programa Minas Consciente, com diretrizes para os municipios retornarem à normalidade.

Segundo ele explicou em entrevista coletiva online nesta segunda-feira (27), os governos municipais avaliarão a necessidade de abertura do comércio. 

Em uma entrevista concedida à CNN na última quinta-feira (23), o deputado estadual mineiro João Vítor Xavier (Cidadania) defendeu a volta gradual das atividades econômicas em Belo Horizonte. “[Esperamos] que o poder público faça um planejamento de retorno bem feito. Ninguém defende um retorno indiscriminado e irresponsável”, afirma. 

O deputado defendeu que a situação seja analisada semana a semana, tendo como referência o Dia das Mães, que será no dia 10 de maio, como uma data essencial para o comércio. “O empreendedor neste momento não tem condições de fazer um planejamento [para voltar à normalidade]”, declarou.

Nesta segunda-feira, o secretário reforçou a necessidade das pessoas manterem as medidas de distanciamento social. “Nós não podemos [afirmar], porque estamos indo bem, que a guerra está vencida. Temos muito tempo para enfrentar a COVID-19”, disse.

“Eu entendo que em Minas Gerais, hoje, temos um baixo número de casos de COVID-19. O ideal seria não ter o coronavírus. Mas, dentro do que temos hoje, Minas Gerais tem tido uma curva aceitável. O que por um lado nos faz ficar agradecidos por conta da [participação da] população, isso também nos deixa preocupados por uma pressão para a [volta da] normalidade”, declarou. 

 

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Ocupação de leitos

Após um mês da primeira confirmação de COVID-19 na capital mineira, Belo Horizonte já alcança 78% da taxa de ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTIs) disponíveis. De acordo com os dados da Secretaria de Saúde (SES-MG), 57% dos leitos de UTI estão ocupados no estado.

Nesta segunda, Amaral afirmou que a Secretária de Saúde tem um gerenciamento diário das internações por meio do SUSfácil, plataforma na qual os médicos podem visualizar os pedidos de internação. “Nós temos [informações sobre] os leitos dispostos na rede pública, é assim que nós acompanhamos, no dia a dia, esses dados”. 

Na semana passada, o prefeito Alexandre Kalil (PSD) entrou com um pedido de calamidade pública. O texto deverá ser votado nesta semana na Assembleia Legislativa. Caso seja aprovado, o prefeito terá maior autonomia administrativa e financeira no enfrentamento da pandemia do coronavírus. 

De acordo com a atualização mais recente do boletim epidemiológico, realizado nesta segunda (27),  há 1.586 casos de COVID-19 confirmados, com 62 mortes.

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