Proteção da 4ª dose da vacina da Pfizer contra a Covid diminui após um mês, diz estudo

Análise descobriu, no entanto, que contra sintomas graves, a taxa de proteção se manteve um mês e meio após aplicação

Vacina da Pfizer contra a Covid-19
Vacina da Pfizer contra a Covid-19 Breno Esaki/Agência Saúde DF

Ingrid Oliveirada CNN

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Um novo estudo, publicado nesta quarta-feira (6) no periódico New England Journal of Medicine, descobriu que a taxa de proteção da quarta dose da vacina contra a Covid-19 da farmacêutica Pfizer diminui após um mês (quatro semanas) da aplicação.

Contudo, contra sintomas graves, a taxa de proteção se manteve por um mês e meio após a aplicação.

Utilizando o banco de dados do Ministério da Saúde de Israel, pesquisadores extraíram informações de mais de 1,2 milhão de pessoas com 60 anos de idade ou mais, que eram elegíveis para a quarta dose durante um período em que a variante Ômicron (B.1.1.529) do SARS-CoV-2 foi predominante no país, entre 10 de janeiro e 2 de março de 2022.

Eles escreveram que “as taxas de infeções confirmadas por SARS-CoV-2 e Covid-19 grave foram menores após uma quarta dose da vacina da Pfizer do que após apenas três doses. A proteção contra infecções confirmadas pareceu de curta duração, enquanto a proteção contra doenças graves não diminuiu durante o período do estudo”.

No Brasil, o Ministério da Saúde recomendou a 2ª dose de reforço contra a Covid-19 para idosos acima de 80 anos. A quarta dose deve ser feita quatro meses após a primeira. A orientação é de que o segundo reforço seja feito, preferencialmente, com a Pfizer.

Os Estados Unidos também indicaram a quarta dose, mas a recomendação é para pessoas de 50 anos ou mais.

Um outro estudo publicado pelo Sheba Medical Center de Israel já havia constatado que a quarta dose aumenta os anticorpos para níveis ainda mais altos do que a terceira, mas “provavelmente” não seria o suficiente para afastar a altamente transmissível Ômicron.

O diretor-geral do Ministério da Saúde, Nachman Ash, descreveu essas descobertas como “sem surpresas, até certo ponto”, pois as infecções pela Ômicron haviam sido detectadas em algumas pessoas após terem recebido a quarta dose.

Mas “a proteção contra morbidade grave, especialmente para a população idosa e população em risco, ainda é proporcionada por esta vacina (dose) e, portanto, convido as pessoas a continuarem vindo para serem vacinadas”, disse ele à Rádio do Exército.

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