Reunião com governadores tem tensão entre Doria e Pazuello

Governador de São Paulo cobrou a compra de imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan e a farmacêutica Sinovac

Kenzô Machida e Renata Agostini, da CNN, em Brasília

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Ministério da Saúde já tem a versão final do plano nacional de imunização contra a Covid-19. Em reunião com governadores, o ministro Eduardo Pazuello afirmou que deve entregar o plano já nos próximos ao Supremo Tribunal Federal. Esse plano não vai contar com um cronograma de datas exatas porque a vacina depende de registro, mas indicará que haverá uma estratégia de logística, freezers, e até transporte área para  a imunização de todo o país. O plano vai contar com 300 milhões de doses até junho deste ano. 

A reunião também teve momentos de tensão. Durante o encontro, o governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB) cobrou o ministro sobre a compra da Coronavac: afinal, o governo iria honrar o anúncio feito anteriormente de comprar 46 milhões de doses da vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan e a Sinovac? Pazuello disse que não especificamente com o Butantan, mas com “todas as vacinas que tiverem registro”.

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O governador João Doria (PSDB) interveio e citou investimentos do governo em vacinas que não foram aprovadas ainda pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Doria ainda disse que havia motivação “de ordem ideológica, de ordem política, ou de falta de interesse em disponibilizar mais vacinas”.

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Pazuello argumentou que o governo não comprou vacinas, mas entrou num consórcio para investir na fase fase de desenvolvimento, por exemplo. Doria insistiu se o Ministério da Saúde iria ou não comprar a Coronavac. Pazuello rebateu: “Quando o Butantan estiver com a vacina registrada, o governo avaliará a demanda. E se houver, irá comprar”. Ainda alfinetou: “A vacina é do Butantan e não do estado de São Paulo.”

 

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