Rio aplica 2ª dose de reforço para pessoas acima de 40 a partir desta terça-feira

Cerca de 318 mil pessoas da capital fluminense estão com a primeira dose de reforço em atraso e não estão aptas para receber a quarta dose

Cristine Rochol/PMPA

Nathalie Hanna AlpacaBruna Carvalhoda CNN

no Rio de Janeiro

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A cidade do Rio de Janeiro começa a vacinar pessoas acima de 40 anos com a segunda dose de reforço da vacina contra a Covid-19 nesta terça-feira (21). O Ministério da Saúde anunciou, na segunda-feira (20), a ampliação da etapa para essa faixa etária em todo o país. Segundo a pasta, 8,9 milhões de brasileiros entre 40 e 49 anos estão aptos para receber o imunizante.

No Rio de Janeiro, a novidade vem em meio ao aumento da taxa de positividade de Covid-19. Entre os dias 15 e 21 de maio, o índice era de 13%, que dobrou para 26% entre 12 e 18 deste mês de junho.

Na tarde de segunda-feira, 146 pessoas estavam internadas por conta do coronavírus nos leitos da Rede SUS, sendo que 82% delas não possuíam o esquema vacinal completo, de acordo com estimativas da Secretaria Municipal de Saúde.

“Já era esperado esse aumento. Hoje, nós estamos entrando no inverno. Então a Covid e outras doenças respiratórias tem essa sazonalidade do inverno, esse aumento. Então é importante que as pessoas se vacinem para manter esse cenário confortável que a gente tem hoje e a gente consiga passar pelo inverno de uma maneira tranquila”, disse o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Prado.

Entre o público de 40 e 49 anos, novo alvo da campanha, 318 mil pessoas estão com a primeira dose de reforço em atraso na capital fluminense. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 62 milhões (62.707.654) de pessoas estão com a terceira dose e a adicional (voltada para imunossuprimidos) em atraso, não aptas a receber a quarta dose.

“As pessoas tem que entender que a dose de reforço não é uma vacina opcional. Ela faz parte do esquema vacinal, para manter essa imunidade. A gente sabe que com o tempo a vacina vai diminuindo a eficiência então é importante que esse reforço seja feito para manter a segurança”, reforçou o secretário.

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Alberto Chebabo, a procura pelas doses de reforço é baixa e preocupa.

“A segunda dose de reforço é uma continuação do esquema. Há uma redução de imunidade depois de quatro meses e, como neste momento estamos com uma circulação viral muito grande, é importante que as pessoas se vacinem para diminuir a contaminação”, disse.

“O Brasil está com uma redução vacinal, inclusive na primeira dose de reforço. Essa é até mais importante que a quarta dose, já que é uma continuação. Aumentar a cobertura da terceira dose é fundamental, principalmente para as pessoas de risco”, completa Chebabo.

De acordo com o governo federal, quem tomou a dose única da Janssen também deverá reforçar a proteção contra o vírus.

Em nota, a pasta afirma que “a última recomendação era para aplicação de dose de reforço em pessoas a partir dos 18 anos, dois meses após a primeira aplicação. Agora, quem tem 18 anos ou mais deverá receber um segundo reforço quatro meses após o primeiro reforço”, diz o documento.

O comunicado também destaca que “aqueles com idade superior a 40 anos precisam de um terceiro reforço, que deverá ser aplicado após o intervalo de quatro meses do segundo. Nesses casos, a recomendação é que sejam usadas as vacinas AstraZeneca, Pfizer ou Janssen”.

Um levantamento realizado pela Agência CNN mostra que 83,95% da população recebeu a primeira dose e 77,90% tomaram a segunda dose. Já em relação à terceira, também conhecida como dose de reforço, 45,41% receberam o imunizante e 2,54% tomaram a quarta dose.

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