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    SBIm: Não é momento de discutir a redução do intervalo das doses de vacina

    Não dá para mudar o intervalo acreditando no cronograma de vacinação, porque ele atrasa, disse Isabella Ballalai à CNN

    Produzido por Layane Serrano e Renata Souza*, da CNN São Paulo

    À medida que a vacinação contra a Covid-19 vai avançando pelo país, surgem mais dúvidas sobre os imunizantes utilizados. Uma das questões discutidas é o intervalo entre as doses das vacinas. 

    Em entrevista à CNN, a vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai, afirmou que não é o momento de discutir a redução do intervalo entre as duas doses da vacina da AstraZeneca/Oxford e da Pfizer para acelerar a imunização.

    “O intervalo que hoje é usado para a vacina da AstraZeneca é de bula, é o inicial, sempre foi de 12 semanas. O motivo para isso não é empurrar a segunda dose para depois, mas é porque é mais eficaz. Então, não existe discussão para mudar isso”, explicou Ballalai.

    “Já o intervalo entre as doses da vacina da Pfizer em bula é de 21 dias. Mas tanto a Pfizer como a AstraZeneca, em resultados obtidos no Reino Unido, onde ambas as vacinas foram muito utilizadas, uma dose teve uma eficácia de 85% e 90% para formas moderadas da doença, e 95% para forma grave e óbitos. E ela [a Pfizer] chega [nesse resultados] em três meses de intervalo.”

    “Definir mudar ou não a estratégia de intervalo da Pfizer quando tivermos a certeza de que temos vacina. Não dá para mudar acreditando no cronograma, porque ele atrasa.”

    (*supervisionada por Elis Franco)