Se vacinas não fossem úteis, Anvisa não aprovaria, diz ex-presidente da agência

'Vivemos numa situação nessa pandemia que nos leva a ter a certeza que essas vacinas vão trazer benefícios', afirmou Dirceu Barbano à CNN

Produzido por Renata Souza*, da CNN, em São Paulo

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Apesar da autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a importação temporária e excepcional das vacinas Sputnik V, da Rússia, e Covaxin, da Índia, uma série de restrições terão que ser cumpridas por conta da falta de dados nos documentos apresentados pelos fabricantes. Grávidas e pessoas com HIV, por exemplo, não devem receber essas vacinas. Ainda assim, afirma o ex-presidente da Anvisa, o farmacêutico Dirceu Barbano, se os imunizantes não fossem úteis, a agência reguladora não teria aprovado para serem utilizados no país. 

“Nenhuma dessas restrições impede o uso das vacinas para os grupos que elas foram autorizadas. São restrições que geram obrigações para quem está interessado em importar, no caso da Covaxin, o governo federal, e da Sputnik V, os governos dos estados, para que eles ampliem a quantidade de informação disponível. Inclusive, para que possam permitir a esses grupos que estão restritos hoje [a utilização da vacina]”, explicou Barbano à CNN.

“Vivemos numa situação nessa pandemia que nos leva a ter a certeza que essas vacinas vão trazer benefícios. O importante é ver que se houvesse uma impossibilidade de uso dessas vacinas, se não houvesse evidências que elas sejam úteis, a Anvisa não teria aprovado.”

 (*sob supervisão de Jorge Fernando Rodrigues)

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