Waack: Em uma pandemia, passar na frente para receber a vacina é imoral

Para o jornalista, apesar de ainda não estar claro quem vai receber qual vacina e quando isso vai acontecer é preciso seguir os planos da ciência

Da CNN, em São Paulo

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No quadro CNN Poder desta terça-feira (5), na CNN Rádio, William Waack fala sobre o dilema ético/moral envolvendo a possibilidade de entidades privadas adquirirem e venderem vacinas contra o novo coronavírus.

“Nem sempre falamos de questões ético/morais, mas essa já que estamos falando de vidas humanas, de pandemia, de como se proteger do vírus, são questões que não podemos ignorar”, afirmou o jornalista.

Ele disse que ainda não está claro, de acordo com os planos do governo brasileiro, quem vai receber qual vacina e quando isso vai acontecer. 

 “Uma série de entidades privadas, de forma legítima, está negociando a compra de imunizantes e quer colocar isso à disposição. A questão é ético/moral porque vivemos uma situação excepcional na qual conseguir que uns passem na frente dos outros é profundamente imoral”, disse.

Waack afirmou que sua opinião nada tem a ver com a defesa da ordem liberal, que faz, sempre, por convicção. 

“Tem a ver com uma questão muito maior: solidariedade. Quem vai receber primeiro a vacina é algo que tem que seguir os planos da ciência.”

Cartela - CNN Brasil
William Waack conduz o CNN Poder, na Rádio CNN
Foto: CNN Brasil

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