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    Fósseis de dinossauros bebês indicam que animais viviam no Ártico no inverno

    De acordo com novo estudo, as criaturas pré-históricas viviam durante o ano inteiro no Ártico, e provavelmente eram animais que tinham sangue quente

    Yereth Rosen, em Anchorage

    Reuters

    ANCHORAGE, Alasca (Reuters) – Fósseis de pequenos dinossauros bebês descobertos no Alasca oferecem fortes evidências de que criaturas pré-históricas viviam durante o ano inteiro no Ártico, e provavelmente eram animais que tinham sangue quente, de acordo com um estudo publicado nesta quinta-feira na revista científica “Current Biology”

    Imagem aérea de monte coberto de neve no Alasca
    Imagem aérea de monte coberto de neve no Alasca
    Foto: Jonathan Ernst/Reuters

    Os fósseis são de pelo menos sete tipos de dinossauros recém-nascidos ou ainda em seus ovos, de cerca de 70 milhões de anos atrás. Pesquisadores nunca haviam encontrado evidências de ninhos de dinossauros tão ao norte, afirmou o principal autor do estudo, Pat Druckenmiller, diretor da Universidade do Alasca e do Museu do Norte. 

    A descoberta ajuda a reverter suposições do passado de que dinossauros seriam répteis gigantescos de sangue frio. 

     

    “Se eles se reproduziram, então eles passaram o inverno lá. Se eles passaram o inverno lá, tiveram de lidar com condições que não são normalmente associadas com os dinossauros, como condições de congelamento e neve”, disse Druckenmiller. 

    Revista Current Biology
    Revista Current Biology
    Foto: Reprodução

     

    Para sobreviver aos sombrios invernos no Ártico, os dinossauros não poderiam ficar ao sol para se esquentar, como fazem os lagartos, disse o pesquisador. 

    “Esses grupos tinham pelo menos a endotermia”, disse, usando o termo que descreve a habilidade de animais esquentarem seus corpos através de suas funções internas. “Eles tinham um grau de endotermia”. 

    O local da descoberta é uma falésia íngreme na margem norte do Rio Colville, no Alasca, na latitude 70, e cerca de 400 quilômetros ao norte do Círculo Ártico. No período Cretáceo, quando a América do Norte tinha um posicionamento diferente, o local ficava ainda mais ao norte, na latitude 80 ou 85, segundo Druckenmiller.