É preciso melhor infraestrutura e legislação para o 5G, diz presidente da Claro

Em entrevista para a CNN, José Félix disse que a tecnologia é revolucionária, mas que Brasil ainda precisa se adaptar a ela

Da CNN, em São Paulo

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Em entrevista para a CNN, o presidente da Claro no Brasil, José Félix, falou sobre o momento das telecomunicações durante o período da pandemia do novo coronavírus (COVID-19). Ele também destacou a implantação do 5G no País e comentou sobre a Huawei e sua participação no leilão de frequências.

Sobre a instalação da rede 5G, Félix disse que a tecnologia é revolucionária, mas que no Brasil a discussão deveria ser anterior. “Para iniciar a utilizar o 5G, o País precisa de muitas coisas que ainda não tem. Pegue o exemplo das antenas, é primário para uma rede de quinta geração um grande número destes aparelhos. Só em São Paulo há dezenas de milhares de solicitações e não se consegue autorização para a instalação, mesmo havendo legislação federal”.

Félix também defendeu a unificação da legislação para a construção de infraestrutura de telecomunicações. “Minha sugestão é que se discuta as dificuldades de implantação de infraestrutura e a padronização da legislação. É quase impossível ter agilidade na instalação de antenas”.

Huawei

Sobre a Huawei e sua participação liberada no leilão de frequências de 5G, Félix minimizou as polêmicas que envolvem a empresa chinesa e disse que a questão deve se reservar à política. “Sobre a Huawei, tenho pouco a dizer. Trabalhamos com eles há muito tempo, nunca tivemos os problemas alegados, eu mesmo uso a marca. Preferimos deixar isso para o terreno político”.

Ações contra a pandemia

Assim como outras empresas, a Claro também está fazendo a sua parte para a ajuda no combate à pandemia, e uma de suas principais ações é a liberação de seu Wi-Fi na rua para não assinantes, medida efetiva diante da necessidade de acessar a internet para obter os auxílios econômicos do governo para mitigar os efeitos da pandemia.

“A Claro tem uma rede Wi-Fi de rua para assinantes e decidimos abrir a rede para qualquer pessoa, com o único requisito para acessá-la ser assistir um vídeo informativo do Ministério da Saúde de prevenção ao coronavírus. Seguimos a máxima de que devemos agir naquilo que conseguimos influenciar”, disse Félix.

 

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