“Não temos evidências de golpes”, diz especialista após vazamento de dados do Pix

Hiago Kin, presidente da Associação de Segurança Cibernética, afirmou à CNN que a ferramenta do BC continua segura, mesmo após a exposição de dados pessoais

Pedro Pimentada CNN*

Em São Paulo

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Banco Central informou, na sexta-feira (21), que houve um vazamento de dados vinculados a 160.147 chaves do Pix. Entre os dados estão informações como nome, CPF e números bancários dos usuários.

Segundo o BC, o vazamento ocorreu “em razão de falhas pontuais em sistemas dessa instituição de pagamento”.

Em entrevista à CNN neste domingo (23), o presidente da Associação Brasileira de Segurança Cibernética, Hiago Kin, disse que “o Pix continua seguro” e que está sendo feito um monitoramento com os dados expostos para rastrear possíveis golpes e fraudes.

“Até o momento não temos evidência do uso desses dados para golpes ou algum impacto na vida dos usuários”, afirmou.

“O Pix é seguro, esse tipo de exposição foi técnica, que ocorreu por intermédio de uma empresa de pagamentos, não pelo Banco Central”, acrescentou.

Kin ressaltou que as vítimas do vazamento serão notificadas exclusivamente por meio do aplicativo, e não por meio de ligações, mensagens ou outros meios que acabam sendo usados para a aplicação de golpes.

*Sob supervisão de Elis Franco

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