Exposições em São Paulo: mais de 20 sugestões que seguem pelos próximos meses

Entre julho e dezembro, capital paulista segue com agenda recheada de mostras temporárias pelos principais museus e instituições culturais; confira agenda

Entrada da mostra da fotógrafa Dani Sandrini no Centro Cultural FIESP
Entrada da mostra da fotógrafa Dani Sandrini no Centro Cultural FIESP Reprodução/Instagram

Saulo Tafarelodo Viagem & Gastronomia São Paulo, SP

São Paulo mantém pelos próximos meses uma agenda cultural intensa com exposições temporárias nas principais instituições culturais da cidade. Enquanto algumas vão apenas até os primeiros dias de julho, outras seguem até dezembro.

Seja qual for a data limite, a dica é: não perca tempo. Com as férias de inverno à porta, aproveite os passeios culturais que a capital paulista oferece, muitos deles gratuitos.

Confira abaixo mais de 20 exposições por São Paulo e programe-se:

“Boris Lurie – Arte, Luto e Sobrevivência” e “Artistas do Papel” – Museu Judaico de São Paulo

Boris Lurie em seu estúdio em 1977 / Joseph Shneberg

Ainda dá tempo: o Museu Judaico de São Paulo (MUJ) exibe até 9 de julho “Boris Lurie – Arte, Luto e Sobrevivência“, que reúne 44 obras do artista, entre colagens, desenhos, pinturas e esculturas, pautadas pela memória e, muitas vezes, também atravessadas por componentes eróticos e até sadomasoquistas.

Exposta pela primeira vez em solo nacional, a obra de Lurie abrange o luto, a raiva, a dor e o inconformismo, já que grande parte de sua família foi executada pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

Já até 13 de agosto, o museu exibe “Artistas do Papel”, que reúne obras de 32 artistas judias e destaca a importância da presença de mulheres no núcleo inicial na coleção do museu.

Museu Judaico de São Paulo (MUJ): Rua Martinho Prado, 128 – Bela Vista, São Paulo – SP / Horário de funcionamento: terça a domingo, das 10h às 19h (última entrada às 18h30) / Ingressos: R$ 20 (inteira); R$10 (meia-entrada).

“As cantoras e a história do rádio no Brasil” – Farol Santander


Disposta em dois grandes espaços, a exposição no Farol Santander segue até o dia 16 de julho.

No primeiro ambiente são destacados alguns dos momentos mais marcantes da história do rádio no país. Vale lembrar que, entre as décadas de 1930 e 1950, o rádio teve uma importância imensurável para o Brasil, ajudando até na unificação do país como nação.

Já os detalhes da vida e da carreira de 24 cantoras, que tiveram protagonismo e abriram espaço no mercado, ficam dispostos no segundo espaço.

Farol Santander: Rua João Brícola, 24 – Centro, São Paulo – SP / Horário de funcionamento: terça a domingo, das 9h às 20h / Ingressos: entre R$ 17,50 e R$ 35.

“Além das ruas: histórias do grafitti” – Itaú Cultural

Até o fim de julho, no dia 30, o Itaú Cultural recebe a exposição “Além das ruas: histórias do grafitti”, em que a instituição na Avenida Paulista resgata a trajetória dessa manifestação da arte de rua através de trabalhos de mais de 40 artistas que representam diferentes partes do movimento.

O visitante pode entrar em contato com movimentos de contracultura nos Estados Unidos e na Europa até a diversidade da cena atual no Brasil.

Itaú Cultural: Avenida Paulista, 149 – Bela Vista, São Paulo – SP / Horário de funcionamento: terça a sábado, das 11h às 20h; domingos e feriados das 11h às 19h / Ingressos: entrada gratuita.

“Pedra Viva: Serra da Capivara, o legado de Niède Guidon” – Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia (MuBE)

Vizinho ao Museu da Imagem e do Som (MIS), o Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia (MuBE) expõe desde abril “Pedra Viva: Serra da Capivara, o legado de Niède Guidon”, que segue de forma gratuita até 6 de agosto. A mostra é uma união da importância do Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, e do trabalho da pesquisadora franco-brasileira Niède Guidon, que se debruça sobre a ocupação humana na América.

Dentro do museu, 134 peças, que abrangem ossos de megafauna, artefatos líticos e cerâmicos dos sítios arqueológicos da região, compõem a mostra, assim como estão presentes três fragmentos de pedra com pinturas rupestres originais de cerca de 12 mil anos de idade.

Esculturas, fotografias, projeções, pinturas, desenhos e publicações completam a exposição; na parte de fora, estão expostas ainda espécies de plantas da Caatinga e cerca de 500 peças secas de madeira nativa, obtidas com autorização da Secretaria do Meio Ambiente do Piauí.

MuBE: Rua Alemanha, 221 – Jardim Europa, São Paulo – SP / Horário de funcionamento: terça a domingo das 11h às 17h / Ingresso: entrada gratuita.

“Studio Drift – Vida em Coisas” – Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB)

Obra “Amplitude” (2015) em exposição no novo anexo do CCBB São Paulo / Ronald Smits

No centro da capital, o CCBB de São Paulo expõe até 7 de agosto trabalhos da dupla holandesa DRIFT, que, através de esculturas e instalações, recupera a relação da humanidade com a natureza.

Relações entre humanos, natureza e tecnologia são colocadas em discussão com o trabalho da dupla, que utiliza luz como um dos elementos básicos das obras. Um dos destaques, por exemplo, é a escultura “Shylight”, que abre e fecha e forma uma coreografia que mimetiza o comportamento de flores.

Duas obras também ocupam o novo anexo de 300 m² do CCBB, localizado bem à frente do endereço tradicional do museu. A exposição conta ainda com a Cadeira Banquete, criada em parceria com o Estúdio Campana – a peça desconstruída tem forma de blocos e sugere reflexões sobre sua funcionalidade.

Centro Cultural Banco do Brasil: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico, São Paulo – SP / Horário de funcionamento: todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças / Ingressos: entrada gratuita; ingressos no site e na bilheteria.

“Elementar: Fazer Junto” – Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP)

Pedro Motta, Treme Terra, 1998/2008 – Coleção MAM São Paulo / Pedro Motta

Mais de 70 obras do acervo do MAM estão dispostas na mostra “Elementar: Fazer Junto”, que fica no museu até 13 de agosto. Com obras que vão da pintura à intervenção de artistas como Tarsila do Amaral, Claudia Andujar, German Lorca, Franz Weissmann, Jac Leirner, Regina Silveira, Laura Vinci, Sandra Cinto, para citar alguns, a exposição reflete sobre o que é elementar na relação com o outro.

A curadoria partiu dos quatro elementos básicos da natureza para selecionar as obras presentes na exposição, com água, fogo, terra e ar em sua materialidade ou de maneira simbólica. Assim, a exposição convida o público a pensar nas barreiras a serem rompidas para se realizar coisas em comunhão.

Dividida em seis núcleos, há até uma experiência poética com o jogo Minecraft, com dois computadores para que o público se divirta. Também há o espaço “Fazer Junto”, no centro da mostra e que concentra atividades às quartas-feiras, às 16h, como dinâmicas, falas de artistas, oficinas e outras proposições.

Museu de Arte Moderna de São Paulo: Parque Ibirapuera, Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portões 1 e 3 / Horário de funcionamento: terça a domingo, das 10h às 18h (com a última entrada às 17h30) / Ingressos: R$25,00 (inteira) e R$12,50 (meia-entrada); entrada gratuita aos domingos e o visitante pode contribuir com o valor que quiser.

“Linha do tempo da fotografia” – Museu da Imagem e do Som (MIS)


Com um acervo de mais de 200 mil itens, o MIS resgata mais de 30 objetos de sua coleção para formar a mostra “Linha do tempo da fotografia”, que tem a câmera fotográfica como protagonista.

Os avanços na área e as mudanças estéticas ao longo de mais um século do mundo da fotografia guiam a exposição, que segue até 13 de agosto. A linha do tempo começa em 1880, década aproximada da câmera mais antiga no acervo do Museu, e se alonga até os anos 2000.

Entre os objetos, há uma câmera alemã de 58,8 kg do século 19; um modelo da japonesa Minolta que mede apenas 7,5 cm e um exemplar de 1995 de uma Polaroid.

E ainda dá tempo: até 9 de julho fica em exibição mais de 120 fotos históricas da cantora Tina Turner, que recebeu exposição especial em maio sob o nome de “Tina Turner: uma viagem para o futuro”.

Museu da Imagem e do Som (MIS): Avenida Europa, 158, Jardim Europa – São Paulo – SP / Horário de funcionamento: terças a sextas, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 20h e domingos e feriados, das 10h às 18h (todos com permanência até 1h após o último horário) / Ingressos: entrada gratuita (exposição de Tina Turner paga; consultar site)

“Sobre Pássaros, Sinapses e Ervas Energéticas” – Instituto Tomie Ohtake

Walmor Corrêa tem retrospectiva no Instituto Tomie Ohtake até final de agosto / Divulgação

Duas décadas de produção do artista catarinense Walmor Corrêa estão expostas na retrospectiva “Sobre Pássaros, Sinapses e Ervas Energéticas”, em exibição até 20 de agosto no Instituto Tomie Ohtake.

Desenhos, pinturas e esculturas do artista mostram o poder curativo de ervas, os dotes extraordinários de pássaros e a capacidade de adaptação de insetos. No repertório do artista, a fabulação e a ciência evocam o imaginário nacional associado a plantas, animais e espécies híbridas, as quais andam entre a realidade e o onírico.

Em alguns de seus trabalhos, Walmor busca até ressignificar mitos que foram espalhados pelo mundo a respeito do que havia no Brasil.

Instituto Tomie Ohtake: Rua Coropé, 88 – Pinheiros, São Paulo – SP / Horário de funcionamento: terça a domingo, das 11h às 20h / Ingressos: entrada gratuita.

“Rainha de Copas” – Museu do Futebol

“Rainha de Copas” mostra os caminhos que moldaram a Copa do Mundo Feminina / Ciete Silvério

Com a 9ª edição da Copa do Mundo de Futebol Feminino à vista (o início está marcado para 20 de julho), o Museu do Futebol segue com a exposição “Rainha de Copas” até 27 de agosto.

A mostra explora o desenvolvimento do futebol feminino desde 1988, quando foi realizado o mundial experimental, e apresenta imagens que estavam em acervos pessoais e que serão exibidas pela primeira vez, assim como dados e histórias até hoje pouco conhecidas do público.

Museu do Futebol: Praça Charles Miller, s/n – Estádio Paulo Machado de Carvalho, Pacaembu, São Paulo – SP/ Horário de funcionamento: terça a domingo, das 9h às 18h (entrada permitida até às 17h); toda primeira terça-feira do mês até às 21h (entrada até 20h) / Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia); crianças até 7 anos não pagam; grátis às terças-feiras.

“Maria Leontina: da forma ao todo” – Pinacoteca de São Paulo


A Pinacoteca apresenta até o dia 10 de setembro a mostra panorâmica “Maria Leontina: da forma ao todo”, que ocupa três galerias do segundo andar do prédio principal do museu. A mostra investiga o modo como a artista brasileira se relacionava com os objetos que colecionava.

Naturezas-mortas da década de 1950 podem ser vistas pela exposição, assim como retratos e autorretratos estão entre os itens dispostos.

E ainda dá tempo de conferir “Escola Panapaná”, de Denilson Baniwa, instalação em três pavimentos que abriga aulas de línguas e culturas indígenas, artes e música. A programação pode ser vista aqui e segue até 30 de julho.

A nova construção da Pinacoteca, a Pina Contemporânea, apresenta a mostra inaugural “Chão da Praça: obras do acervo da Pinacoteca” também até 30 de julho, em que a Grande Galeria é tomada por desenhos, pinturas, fotografias, vídeos e performances.

Pinacoteca de São Paulo: Praça da Luz, 2 – Luz, São Paulo – SP / Horário de funcionamento: de quarta a segunda, das 10h às 18h / Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada); gratuito aos sábados.

“Fotografia habitada, antologia de Helena Almeida, 1969-2018” e “Iole de Freitas, anos 1970 / Imagem como presença” – Instituto Moreira Salles (IMS)

Ouve-me, 1979, de Helena Almeida / Laura Castro Caldas

Com uma produção que investiga temas como a autorrepresentação da mulher e as fronteiras entre gêneros artísticos, a artista portuguesa Helena Almeida tem sua primeira exposição individual no Brasil no Instituto Moreira Salles até o dia 24 de setembro.

São cerca de 120 obras expostas, entre fotos, desenhos, vídeos e livros realizados entre 1969 e 2018. Nos itens, investigações como a relação entre corpo e espaço, arte e vida e representação da mulher ficam diante dos olhos do público.

Até a mesma data, fica em exibição no IMS “Iole de Freitas, anos 1970 / Imagem como presença”, que reúne fotos e filmes dos tempos em que a artista viveu em Milão, Londres e Nova York. Os trabalhos envolvem uma seleção de 16 sequências fotográficas, nove filmes e três instalações, sendo a maior parte pouco conhecida ou até mesmo inédita para o público brasileiro.

Iole construiu um dos trabalhos mais originais de sua geração, numa interseção entre body art, performance e filme experimental que falam sobre o movimento e a passagem do tempo.

IMS Paulista: Avenida Paulista, 2424 – Bela Vista, São Paulo – SP / Horário de funcionamento: terça a domingo e feriados (exceto segundas), das 10h às 20h / Ingressos: entrada gratuita.

“Roça é Vida” e “Bará” – Museu Afro Brasil Emanoel Araujo

Obra de Gustavo Nazareno exposta em “Bará”, que fica até outubro no Museu Afro Brasil / Anna Carolina Bueno

Até o dia 24 de setembro, fica à mostra no Museu Afro Brasil “Roça é Vida”, exposição que apresenta destaques da vida dos quilombolas da comunidade Quilombo São Pedro, do município de Eldorado (SP), no Vale do Ribeira.

A exposição é composta pelos originais e ampliações das aquarelas que ilustram os livros “Roça é Vida” (2020) e “Na companhia de Dona Fartura: uma história sobre cultura alimentar quilombola” (2022), em que fotografias, objetos de uso cotidiano, poesia, sementes crioulas e um vídeo produzido especialmente para a mostra fazem parte das obras.

Outra exposição é “Bará”, primeira individual em uma grande instituição paulistana do artista mineiro Gustavo Nazareno. Entre pinturas a óleo sobre linho e desenhos em carvão, mais de 130 trabalhos do artista ficam expostos até o dia 1º de outubro.

O conjunto reflete a pesquisa à qual o artista tem se dedicado nos últimos anos, em que se debruça principalmente sobre sua fé em Exu.

Museu Afro Brasil Emanoel Araujo: Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n Parque Ibirapuera – próximo ao Portão 10, São Paulo – SP / Horário de funcionamento: de terça à domingo, das 10h às 17h (permanência até às 18h) / Ingressos: R$ 15,00 (inteira) / R$ 7,50 (meia-entrada); gratuito às quartas-feiras.

“Cybèle Varela. Imaginários Pop” e “Solastalgia” – Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP)

“O Presente”, de Cybèle Varela / Divulgação

Em frente ao Parque do Ibirapuera, o MAC-USP, que comemora 60 anos em 2023, apresenta a mostra “Cybèle Varela. Imaginários Pop” até 1º de outubro. A exposição reúne uma seleção das pinturas e objetos emblemáticos da artista brasileira do final dos anos 1960.

Os trabalhos abraçam temas como cultura de massa, questões sociais e políticas. Vale destacar que a obra “O Presente”, de 1967, foi retirada da Bienal de São Paulo naquele ano por motivos políticos antes da abertura oficial do evento – a obra destruída foi refeita em 2018 e faz parte da exposição.

Fica também em exposição no mesmo período a mostra “Solastalgia”, do cineasta, artista visual e pesquisador Lucas Bambozzi. Por meio de quatro videoinstalações, Bambozzi propõe uma reflexão sobre os impactos ambientais da mineração, em que convida o público a refletir sobre o impacto social e ambiental das atividades mineradoras no país.

MAC-USP: Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301 – São Paulo, SP / Horário de funcionamento: terça a domingo, das 10h às 21h; fechado às segundas-feiras / Ingressos: entrada gratuita.

Histórias Indígenas – MASP

“Teia de aranha com orvalho pela manhã”, do venezuelano Yanomami Sheroanawe Hakihiiwe, faz parte de sua exposição / Cortesia Galería ABRA/María Teresa Hamon

Até agosto e setembro, o Museu de Arte de São Paulo tem uma agenda intensa que envolve exposições dedicadas às Histórias Indígenas, parte da programação temática anual do MASP.

Até 6 de agosto, é possível ver de perto obras de Paul Gauguin, um dos mais importantes artistas modernos surgidos na França no século 19. “Paul Gauguin: O Outro Eu” aborda de forma crítica o conjunto da obra do artista, com foco em autorretratos e trabalhos produzidos no Taiti, em que aponta a relação exótica e primitiva que o artista tinha com o “outro”, como mulheres indígenas e um desejo fantasioso pelos “trópicos”.

Já até 13 de agosto, a Sala de Vídeo do Masp apresenta vídeos, fotos e textos do artista indígena norte-americano Sky Hopinka, que busca expressar sua opinião sobre a paisagem e terra indígena usando meios de comunicação pessoais, documentais e não ficcionais.

No 2º subsolo do museu, até 3 de setembro, o público confere ainda a “Comodato Masp Landmann: Cerâmicas e metais pré-colombianos”, que abrange 721 artefatos pré-colombianos produzidos por povos ameríndios de 35 culturas arqueológicas entre os séculos 2 a.C. e 16.

Por fim, até 24 de setembro, no 1º subsolo, é possível conferir “Tudo isso Somos Nós”, do artista Yanomami venezuelano Sheroanawe Hakihiiwe. A exposição reúne 109 desenhos, monotipos e pinturas que resgatam tradições ancestrais, a memória oral e os saberes cosmológicos de sua comunidade, localizada no município de Alto Orinoco, na Amazônia venezuelana.

MASP: Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo – SP / /Horário de funcionamento: terça, das 10h às 20h (entrada até 19h); quarta a domingo, das 10h às 18h (entrada até 17h); fechado às segundas / Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada); entrada gratuita às terças-feiras, assim como em toda primeira quinta-feira do mês; agendamento on-line obrigatório pelo site.

“Terra Terreno Território” – Centro Cultural Fiesp

O Centro Cultural Fiesp, mais uma das bem-vindas instituições culturais da Avenida Paulista, expõe até 15 de outubro “Terra Terreno Território”, composta por 57 obras de temática indígena da fotógrafa Dani Sandrini.

A artista utiliza técnicas de impressão fotográfica do século 19 para propor uma reflexão sobre como é ser indígena em grandes cidades no século 21. A impressão das fotos é feita diretamente em plantas como taioba, helicônia e cará-moela e também através de técnica em papéis sensibilizados com o pigmento extraído do fruto jenipapo.

As imagens foram captadas em 2019 em aldeias indígenas da Grande São Paulo, onde predomina a etnia Guarani, e também no contexto urbano, que abriga aproximadamente 53 etnias.

Centro Cultural Fiesp: Avenida Paulista, 1313 – Bela Vista, São Paulo – SP / Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 20h / Ingressos: entrada gratuita.

“Essa Nossa Canção” – Museu da Língua Portuguesa

Fachada da Estação da Luz, lar do Museu da Língua Portuguesa / Ciete Silverio

A partir de 14 de julho, a música invade o Museu da Língua Portuguesa com a exposição temporária “Essa Nossa Canção“, que se debruça sobre a riqueza e a diversidade da língua portuguesa na canção popular brasileira.

Do funk ao axé, do sertanejo à bossa nova e do rock ao samba, diversos ritmos são abraçados e também exemplificados ao público.

Museu da Língua Portuguesa: Praça da Luz, s/n – Luz, São Paulo – SP / Horário de funcionamento: terça a domingo, das 9h às 16h30 (com permanência até as 18h) / Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia); grátis para crianças até 7 anos e grátis aos sábados; entradas via bilheteria e site.

“Dōshin: os encantos dos brinquedos japoneses” – Japan House

Monchhichi é linha de macacos de pelúcia japoneses em exposição na Japan House / Wagner Romano

A instituição na Avenida Paulista tem até 12 de novembro uma exposição sobre a cultura e as características do Japão a partir de icônicos brinquedos japoneses. Batizada de “Dōshin”, a exposição gratuita apresenta cerca de 126 itens entre jogos e personagens originários do país asiático que conquistaram o mundo.

Entre os brinquedos estão o Pula Pirata, a Lousa Mágica, versões atuais dos bichinhos virtuais Tamagotchi, o famoso beyblade e kits da personagem Hello Kitty. A exposição também reserva ambiente especial para que os visitantes possam interagir com os brinquedos.

Japan House São Paulo: Avenida Paulista, 52, São Paulo-SP / Horário de funcionamento: terça a sexta, das 10h às 18h; sábados, das 9h às 19h; domingos e feriados, das 9h às 18h / Ingressos: entrada gratuita.

“Migrar: inquietações, perguntas e possibilidades” e “Onde o arco-íris se esconde” – Museu da Imigração

Exposição “Migrar: experiências, memórias e identidades” revela perguntas-chave de migrantes e refugiados / Divulgação

Na região da Mooca, o Museu da Imigração mantém até dezembro “Migrar: inquietações, perguntas e possibilidades”, que trata de questões norteadoras sobre os deslocamentos humanos. Imagens, instalações, peças do acervo e vídeo ajudam a conduzir perguntas-chave resultantes de um diálogo com migrantes, refugiados, acadêmicos, visitantes e moradores do entorno.

As perguntas envolvem questionamentos como: “Por que as pessoas migram?”, “O que faz alguém se sentir em casa?” e “Em todo o lugar tem um brasileiro?”, por exemplo.

A partir de 8 de julho, uma nova exposição também entra em cartaz. “Onde o arco-íris se esconde” integra 60 pinturas, uma instalação que reproduz uma barraca de venda de tecidos na Praça da República, dois vídeos e doze poemas do artista angolano Paulo Chavonga. Na exposição, ele faz conexões entre trajetórias de imigrantes africanos, a experiência cotidiana em outro país e o universo da representatividade artística.

Museu da Imigração: Rua Visconde de Parnaíba, 1.316 – Mooca, São Paulo – SP / Horário de funcionamento: de terça a sábado, das 9h às 18h, e domingo, das 10h às 18h (fechamento da bilheteria às 17h) / Ingressos: R$ 10 e meia-entrada para estudantes e pessoas acima de 60 anos; grátis aos sábados e grátis todos os dias para as crianças até 7 anos.