Austrália confirma caso de gripe aviária H5N1 em mamífero
País tem lidado com o aumento de casos da influenza aviária altamente patogênica desde junho; os primeiros casos foram confirmados em aves marinhas migratórias e agora se espalham para espécies nativas

As autoridades australianas confirmaram neste domingo (24) a primeira detecção de gripe aviária H5N1 um mamífero, um lobo-marinho, encontrado na cidade costeira de Beachport, no estado da Austrália do Sul.
O lobo-marinho, dentro de uma população estimada em 100 mil indivíduos, foi encontrado morto sem sinais de ferimentos, disseram as autoridades.
"A morte não parece estar associada a outros mamíferos marinhos doentes ou mortos", disse a ministra da Agricultura, Julie Collins. "Uma vez que a gripe aviária H5N1 está se espalhando no ambiente natural, não é possível evitar perdas significativas."
A Austrália foi o último continente a registrar a gripe aviária, embora o vírus tenha sido detectado no final de 2025 na Ilha Heard. Na época, mais de 13 mil filhotes de focas foram mortos pelo vírus na ilha, de acordo com a mídia local.
Os lobos-marinhos correm alto risco de contrair o vírus, disse a diretora veterinária da Austrália do Sul, Skye Fruean, porque eles vivem muito perto de aves selvagens em afloramentos rochosos na costa.
"Eles certamente estariam encontrando níveis muito altos do vírus em seu ambiente", disse Fruean em declarações televisadas.
Na sexta (21) o governo australiano confirmou 297 casos de H5N1 no país. Nenhum deles em granja de aves.


