A dsm-firmenich deixa de lado os bovinos e aposta em mercado pet
A dsm-firmenich inaugurou, no interior de São Paulo, uma unidade dedicada exclusivamente à nutrição de animais de estimação.

Depois de vender todos os negócios voltados á nutrição dos animais de produção, especialmente para a bovinocultura, a dsm-firmenich inaugurou sua primeira unidade na América Latina dedicada exclusivamente à nutrição de pets.
A instalação batizada de NextGen fica em Itatiba, cerca de 100 quilômetros da capital paulista, e vai produzir "premixes", micro ingredientes como vitaminas e mineiras, para serem usados na produção de ração e suplementação para animais domésticos. A direção da empresa, de origem suiça-holandesa, não revela o valor do investimento, mas segue ampliando as ações no mercado global de nutrição para cães, gatos e animais de pequeno porte.
Saem bovinos, entram os pets
A inauguração marca uma mudança estratégica nos negócios da empresa. Desde 2012 dsm-firmenich era controladora da marca brasileira Tortuga, dedicada a nutrição de animais de grande porte principalmente bovinos. No começo desse ano vendeu essa divisão para o fundo de Private Equity CVC Capital Partners, em um negócio avaliado em € 2,2 bilhões.
Mantendo a participação de 20%, após a transação ficaram de fora dois produtos de destaque da dsm-firmenich: o Bovaer, aditivo que reduz as emissões de metano do gado, e o Veramaris, alternativa ao óleo de peixe à base de algas.
A unidade é a terceira da empresa dedicada ao mercado pet e a primeira na América do Sul. As outras ficam em Haag, na Áustria, e Tonganoxie, nos EUA. E a escolha do Brasil não é por acaso. O país abriga mais de 160 milhões de animais de estimação, a terceira maior população de pets do mundo, atrás apenas de Estados Unidos e China.
"A América do Sul representa um dos mercados de nutrição pet que mais cresce no cenário mundial. Ao estabelecer uma instalação dedicada no coração deste mercado, a dsm-firmenich reforça o compromisso de longo prazo com este continente", afirmou José Fernandes, vice-presidente de vendas pet food para América Latina.
O mercado brasileiro de pet encerrou 2025 com faturamento de R$ 77,3 bilhões, crescimento de 2,5%, segundo dados da Abempet (Associação Brasileira das Empresas do Setor de Animais de Estimação). E a projeção é dobrar esse faturamento até 2035.
A unidade em Itatiba foi desenvolvida em parceria com a Globalfood que vai atuar como fabricante terceirizada enquanto a dsm-firmenich terá a responsabilidade integral pela formulação, aquisição de matérias-primas, controle de qualidade e liberação dos produtos. A instalação foi construída com padrões de certificação de grau alimentício e vai operar sem produção para outras espécies animais, garantindo que a nutrição pet não concorra por capacidade com rações comerciais.


