Acordo com China prevê autoembargo do Brasil em caso de Newcastle, diz ABPA

Acordo de autoembargo prevê paralisação das vendas de carne de frango após confirmação da doença de Newcastle em granja comercial de perus

Por Roberto Samora, da Reuters

Um acordo assinado com ​a China prevê que as ​exportações de carnes de aves brasileiras sejam suspensas no caso da ocorrência de Doença de Newcastle, como a confirmada em uma granja de perus em Santa Catarina no domingo, disse o presidente da ABPA (Associação Brasileira de Proteína ⁠Animal), Ricardo Santin, ​nesta segunda-feira.

Em entrevista à Reuters, ele afirmou que ​o chamado "autoembargo" das exportações faz parte do acordo ⁠com o maior mercado importador ⁠de carne de frango do Brasil, o ​principal ‌exportador global desse produto.

A partir daí, a China costuma ⁠definir como fica o embargo, se restrito apenas à região ou ao Estado atingido pelo foco da doença, explicou ‌Santin.

"Alguns ⁠países, como ‌a China, se tiver uma dessas doenças (Newcastle ou gripe aviária), o Brasil precisa suspender as exportações, para ela ⁠definir como vai ficar a ⁠regionalização (do embargo)", disse.

De janeiro a setembro, a China respondeu por cerca ‌de 10% das exportações brasileiras de carne de frango, ou 420 mil toneladas, segundo dados do governo brasileiro.

O presidente da ABPA disse que poucos países têm ‌esse acordo de "autoembargo", enquanto a maioria dos importadores deve embargar a carne da área do foco, restrita a ⁠um raio de 10 quilômetros.

Um embargo restrito ao local do foco atenuaria as perdas, já que Santa Catarina ​responde por pouco mais de 20% das exportações brasileiras ​de carne de frango.

Santin disse que, neste momento, é difícil fazer uma projeção de prejuízos decorrentes do foco de Doença de Newcastle.

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