Açúcar sobe 1,42% na bolsa de Nova York com temor de déficit global

Produção do açúcar da União Europeia deve cair 19% na safra 2026/27, segundo dados do bloco

Andressa Simão, da CNN Brasil, São Paulo
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As perspectivas de menor oferta global de açúcar seguem dando suporte aos preços no mercado internacional. Em Nova York, o contrato futuro com vencimento em outubro avançou 1,42% nesta segunda-feira (31) e fechou cotado a 17,81 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo a Barchart, o açúcar subiu com força no pregão, embora tenha permanecido abaixo da máxima registrada na última sexta-feira, quando a commodity atingiu o maior nível em 16 meses e meio. Em Londres, os preços também alcançaram na última quinta-feira o maior patamar em 17 meses.

O cenário de oferta mais restrita ganhou força após o Observatório do Mercado de Açúcar da União Europeia informar que a produção do bloco na safra 2026/27 deve recuar 19% em relação ao ciclo anterior, para 13,4 milhões de toneladas.

A Green Pool Commodity Specialists também projeta um déficit global de 3,2 milhões de toneladas de açúcar em 2026/27. Para a safra 2025/26, a consultoria reduziu a estimativa de superávit global de 4,93 milhões para 4,85 milhões de toneladas.

Cacau

O cacau manteve o ritmo de valorização no mercado internacional nesta segunda-feira, em meio à preocupação com as condições da próxima safra na África Ocidental. Na Bolsa de Nova York, o contrato para entrega em dezembro subiu 1,85% e encerrou o pregão negociado a US$ 6.771 por tonelada.

Os preços vêm avançando com a revisão das perspectivas para o balanço global da commodity. A StoneX reduziu de 149 mil para aproximadamente 25 mil toneladas sua estimativa de excedente mundial de cacau para a safra 2026/27.

A consultoria aponta o aumento do risco de El Niño e a piora das perspectivas de produção na Costa do Marfim e em Gana como fatores para a forte revisão na projeção.

Na última semana, os contratos futuros de cacau atingiram o maior nível desde 9 de julho. Em 28 de agosto, a commodity avançou cerca de 5,1%, para perto de US$ 6.488 por tonelada, acumulando valorização superior a 25% no mês anterior.

Café

O mercado de café segue marcado por forte volatilidade diante das incertezas sobre a oferta global e o cenário econômico. Segundo o Escritório Carvalhaes, fatores como os baixos estoques mundiais, as condições climáticas nas regiões produtoras e as dificuldades enfrentadas pelas economias brasileira e global têm provocado mudanças rápidas nas posições dos operadores nas bolsas de Nova York e Londres.

Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro para entrega em dezembro recuou 0,43% nesta segunda-feira e encerrou o pregão cotado a US$ 3,11 por libra-peso.

De acordo com a Barchart, o café arábica fechou em baixa, com os preços se mantendo acima da mínima de três semanas registrada na última quinta-feira.

O Escritório Carvalhaes também cita as guerras prolongadas no Oriente Médio e na Europa Oriental como fatores que contribuem para o ambiente de incerteza nos mercados. Para a consultoria, a comunicação em rede tem acelerado as mudanças nas posições dos operadores nas bolsas internacionais.

Suco de laranja

O suco de laranja recuou 5,34% no mercado futuro nesta sessão. O contrato com vencimento em novembro encerrou o pregão cotado a US$ 1,37 por libra-peso.

Algodão

No algodão, os preços também avançaram no mercado futuro. O contrato para entrega em dezembro subiu 1,93% e encerrou o pregão cotado a 93,14 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo a Barchart, dados do Compromisso dos Traders mostraram aumento da exposição dos fundos de investimento à commodity. Na semana encerrada em 25 de agosto, os fundos ampliaram em 17.173 contratos a posição comprada líquida em futuros e opções de algodão.

Com o movimento, a posição comprada líquida dos fundos chegou a 95.841 contratos na terça-feira.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/cacau-entra-em-2026-em-busca-de-equilibrio/