ADM registra lucro líquido de US$ 298 milhões no primeiro trimestre

Segmento de serviços agro e oleaginosas registrou queda de 34%, enquanto o de nutrição cresceu 42%

Gabriella Weiss, da CNN Brasil, São Paulo
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A americana ADM registrou lucro líquido de US$ 298 milhões no primeiro trimestre de 2026, leve alta em relação aos US$ 295 milhões do mesmo período do ano passado.

A receita somou US$ 20,49 bilhões, acima dos US$ 20,17 bilhões registrados um ano antes. O Ebit (lucro antes de juros e impostos) foi de US$ 384 milhões, alta de 9% na comparação anual.

Segundo o presidente do conselho e CEO, Juan Luciano, o desempenho do trimestre foi influenciado pelo ambiente global e por condições favoráveis em biocombustíveis, com impacto nos negócios de esmagamento e etanol, além de maiores vendas na área de Nutrição. 

O lucro total dos segmentos foi de US$ 764 milhões, alta de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O segmento de serviços agro e oleaginosas registrou US$ 273 milhões, queda de 34% na comparação anual. A companhia atribui o resultado principalmente a impactos negativos de marcação a mercado e efeitos de timing relacionados ao fortalecimento do ambiente de commodities, associado à maior clareza na política de biocombustíveis dos Estados Unidos.

Ainda assim, o desempenho foi parcialmente compensado por um aumento de 26% em serviços agro, impulsionado por maior atividade de exportação na América do Norte, incluindo embarques mais elevados de soja e sorgo para a China e exportações de milho. O mesmo período do ano anterior também havia sido impactado por tarifas de exportação.

O subsegmento de esmagamento apresentou redução de US$ 126 milhões. Já as soluções de carboidratos cresceram 48%, alcançando US$ 356 milhões. 

O segmento de nutrição avançou 42% em relação ao primeiro trimestre de 2025, totalizando US$ 135 milhões, com melhora nos subsegmentos de Nutrição Humana e Animal, além de ganhos cambiais.

Projeções

Para 2026, a ADM projeta lucro por ação (EPS) ajustado entre US$ 4,15 e US$ 4,70, acima da estimativa anterior, que variava de US$ 3,60 a US$ 4,25. 

A revisão considera avanços nas prioridades da empresa e expectativa de melhora nos resultados, especialmente nos negócios de esmagamento e etanol, após a definição das obrigações de volume renovável para 2026 e 2027 no âmbito do Padrão de Combustíveis Renováveis dos Estados Unidos.

A empresa informa que seguirá monitorando fatores externos, como tendências de consumo, custos de energia, eventuais disrupções na cadeia de suprimentos, desenvolvimento do mercado de etanol e condições globais de comércio e tarifas. 

Os investimentos em capital permanecem estimados entre US$ 1,3 bilhão e US$ 1,5 bilhão.