Agritech e Cooxupé fecham convênio para venda de tratores

Parceria permitirá que cooperados da cafeicultura adquiram máquinas agrícolas da Agritech com pagamento direto em café via barter

Fernanda Pressinott, da CNN Brasil, São Paulo
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A Agritech, fabricante de máquinas agrícolas voltadas à agricultura familiar, formalizou um convênio com a Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) e sua rede de concessionárias para viabilizar a comercialização de tratores por meio de operação de barter, com pagamento em café. 

O acordo, que será anunciado na 25ª edição da Feira de Máquinas, Implementos e Insumos Agrícolas (Femagri), em Guaxupé (MG), amplia as alternativas de negociação para os cooperados, que poderão adquirir tratores da Agritech utilizando sacas de café como forma de pagamento.

A cooperativa passa a intermediar a operação, recebendo o produto, enquanto as concessionárias da marca ficam responsáveis pela entrega dos equipamentos. 

“Na prática, o produtor que visitar a Femagri passa a contar com uma nova opção de negociação. Nesse modelo, a Cooxupé recebe a produção do cafeicultor nas condições estabelecidas em contrato, enquanto a Agritech realiza o faturamento e a entrega do trator por meio de sua rede autorizada. A operação vincula o investimento em mecanização aos resultados do cooperado”, explica o gerente de Vendas e Marketing da Agritech, César Roberto Guimarães de Oliveira.

Empresa

Fabricante de tratores de até 50 cavalos de potência, a Agritech fechou o último ano com faturamento de R$ 250 milhões e crescimento de 18%. A empresa, controlada pelo Grupo Agrale, tem como principal mercado a agricultura familiar e depende majoritariamente das linhas oficiais de crédito para sustentar as vendas. Para 2026, a projeção é de crescimento mais moderado, em torno de 10%.

Em entrevista à CNN, Cesar Roberto Guimarães de Oliveira, CEO da companhia, afirmou que os juros altos e a execução mais lenta do Plano Safra impactaram o mercado. “Isso naturalmente tira o ritmo do setor. O produtor até tem interesse, mas depende da liberação do crédito”, afirma Cesar. Para este ano, a expectativa é de cenário mais favorável. “Acreditamos que haverá maior oferta de recursos. Historicamente, em ano eleitoral, há um esforço maior nesse sentido.”