Agritech e Cooxupé fecham convênio para venda de tratores
Parceria permitirá que cooperados da cafeicultura adquiram máquinas agrícolas da Agritech com pagamento direto em café via barter

A Agritech, fabricante de máquinas agrícolas voltadas à agricultura familiar, formalizou um convênio com a Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) e sua rede de concessionárias para viabilizar a comercialização de tratores por meio de operação de barter, com pagamento em café.
O acordo, que será anunciado na 25ª edição da Feira de Máquinas, Implementos e Insumos Agrícolas (Femagri), em Guaxupé (MG), amplia as alternativas de negociação para os cooperados, que poderão adquirir tratores da Agritech utilizando sacas de café como forma de pagamento.
A cooperativa passa a intermediar a operação, recebendo o produto, enquanto as concessionárias da marca ficam responsáveis pela entrega dos equipamentos.
“Na prática, o produtor que visitar a Femagri passa a contar com uma nova opção de negociação. Nesse modelo, a Cooxupé recebe a produção do cafeicultor nas condições estabelecidas em contrato, enquanto a Agritech realiza o faturamento e a entrega do trator por meio de sua rede autorizada. A operação vincula o investimento em mecanização aos resultados do cooperado”, explica o gerente de Vendas e Marketing da Agritech, César Roberto Guimarães de Oliveira.
Empresa
Fabricante de tratores de até 50 cavalos de potência, a Agritech fechou o último ano com faturamento de R$ 250 milhões e crescimento de 18%. A empresa, controlada pelo Grupo Agrale, tem como principal mercado a agricultura familiar e depende majoritariamente das linhas oficiais de crédito para sustentar as vendas. Para 2026, a projeção é de crescimento mais moderado, em torno de 10%.
Em entrevista à CNN, Cesar Roberto Guimarães de Oliveira, CEO da companhia, afirmou que os juros altos e a execução mais lenta do Plano Safra impactaram o mercado. “Isso naturalmente tira o ritmo do setor. O produtor até tem interesse, mas depende da liberação do crédito”, afirma Cesar. Para este ano, a expectativa é de cenário mais favorável. “Acreditamos que haverá maior oferta de recursos. Historicamente, em ano eleitoral, há um esforço maior nesse sentido.”


