André de Paula assina programa de integração entre Brasil e Bolívia
Iniciativa busca aumentar as possibilidades de escoamento dos produtos brasileiros para o pacífico com foco no mercado asiático; rota também será utilizada para importação de insumos

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, assinou nesta terça-feira (23) a portaria que oficializa a criação do Programa de Integração Produtiva Brasil-Bolívia-Pacífico. O texto deve ser publicado no DOU (Diário Oficial da União) desta quarta-feira (24).
O programa busca criar uma rota entre os dois países e possibilitar o escoamento de produtos do agronegócio brasileiro, especialmente da região Centro-Oeste, pelo Oceano Pacífico.
Segundo o Ministério, essa integração logística abre oportunidades para produtores que enfrentam problemas logísticos para exportar via porto de Santos.
Outro foco do projeto é facilitar os embarques brasileiros com foco na China e nos parceiros comerciais asiáticos.
“Essa rota fortalece a competitividade do agro brasileiro e aumenta o potencial do nosso setor. O programa fortalece ainda mais nosso projeto de integração internacional”, afirmou André de Paula.
O ministro destacou também que um dos objetivos do projeto é retomar a corrente bilateral entre as nações que, em 2013, era de US$ 5,5 bilhões. Atualmente, está em US$ 2,5 bilhões.
Para além da exportação, o ministério avalia que a integração logística abre espaço para a importação de insumos e fertilizantes da Bolívia, que podem beneficiar a produção nacional.
Com relação aos investimentos, o Ministério da Agricultura destacou que a principal obra pública ligada ao novo corredor logístico é a pavimentação da MT-199, em andamento pelo Governo de Mato Grosso, conectando Vila Bela da Santíssima Trindade à região de Palmarito, na fronteira com a Bolívia.
"Os demais investimentos, como armazéns, terminais logísticos, centros de distribuição, postos de serviços e unidades industriais, deverão ser realizados pela iniciativa privada conforme o fluxo comercial da rota avance", informou por meio de nota.
Embora o estudo econômico definitivo ainda esteja em elaboração dentro do Programa de Integração firmado entre os países, análises preliminares apontam ganhos significativos de competitividade para as exportações brasileiras.
A nova ligação pode reduzir distâncias até mercados asiáticos e encurtar em até 15 dias o tempo de transporte para alguns destinos, diminuindo custos logísticos e ampliando a atratividade para novos investimentos.
A relevância da rota também se apoia na forte relação comercial entre Brasil e China. Em 2025, os chineses compraram mais de US$ 100 bilhões em produtos brasileiros, enquanto o intercâmbio comercial entre os dois países alcançou cerca de US$ 171 bilhões, um recorde histórico.
Sob supervisão de Andressa Simão


