BB registra R$4,25 bi em propostas de financiamento na Agrishow 2026

da Reuters
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O Banco do Brasil, maior financiador do agronegócio, registrou R$4,25 bilhões em propostas de ​financiamento durante os cinco dias de Agrishow 2026, ​divulgou o banco nesta segunda-feira, queda de 10,5% em relação ao desempenho do ano passado, mas acima da estimativa inicial da instituição, de R$3 bilhões.

Um ano antes, porém, o BB concluiu sua participação no evento com R$4,75 bilhões em propostas de financiamento, o maior valor já alcançado pelo BB em todas as participações na maior feira de agronegócios ⁠da América Latina.

De acordo com o ​banco, as propostas contemplam investimentos em máquinas, armazenagem, irrigação, tecnologia e custeio, ​para todos os portes, desde a agricultura familiar até a agricultura empresarial.

"Mesmo em um ⁠ambiente mais desafiador, o produtor segue investindo ⁠e o BB cumpre seu papel de principal parceiro do agro, ​oferecendo ‌crédito com responsabilidade e alinhado às necessidades de cada perfil de cliente", afirmou o vice-presidente ⁠de Agronegócios e Agricultura Familiar do banco, Gilson Bittencourt, em nota.

A Agrishow como um todo registrou R$11,4 bilhões em intenção de negócios, também abaixo do resultado de 2025 (-22%), conforme informações divulgadas ‌pelo ⁠site do evento, ‌que citou a alta taxa de juros, variação cambial e preço desfavorável das commodities como fatores para a queda.

A carteira de crédito do agronegócio do BB tem sido um dos principais ⁠detratores dos resultados do banco desde o ano ⁠passado, com forte aumento na inadimplência, o que fez o banco rever sua estratégia de cobrança e concessão ‌de financiamentos.

No final de abril, executivos do BB reforçaram que a instituição tem como um dos principais propósitos o financiamento ao agronegócio brasileiro, mas que ainda monitoram com cautela o setor, que vem numa escalada de recuperações judiciais e agora enfrenta os efeitos ‌da guerra no Oriente Médio.

Na ocasião, Bittencourt destacou que mais de 80% do que o banco está recebendo do custeio agora em abril foram operações contratadas em ⁠abril, maio e junho do ano passado. Assim, boa parte da carteira vencendo em abril ainda tem um reflexo do processo anterior de contratação do banco.

Mas, acrescentou, numa perspectiva dos ​primeiros 15 dias do mês, o BB começa a verificar que a carteira que foi ​concedida com base nas alienações fiduciárias e melhoria de garantias -- que representa ainda pouco, cerca de 20% do total, no recebimento de custeio -- já tem um resultado bem mais significativo em relação à adimplência.

(Por Paula Arend Laier; ‌edição de Roberto Samora)