Cacau dispara em Nova York com temor de queda da produção em Gana

Preocupações com a safra do segundo maior produtor mundial impulsionam as cotações da commodity

, São Paulo
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Os contratos futuros do cacau fecharam em forte alta nesta sexta-feira (31) na Bolsa de Nova York, refletindo a preocupação do mercado com a perspectiva de redução da produção em Gana, segundo maior produtor mundial da commodity.

O contrato com vencimento em setembro avançou 5,58% e encerrou o pregão cotado a US$ 5.397 por tonelada.

De acordo com análise da Barchart, o movimento foi impulsionado pelas projeções da COCOBOD, órgão regulador do setor de cacau em Gana. A entidade estima que a produção do país na safra 2026/27 poderá ficar entre 450 mil e 550 mil toneladas, abaixo das 750 mil toneladas previstas para a temporada 2025/26.

A expectativa de queda na oferta está relacionada ao avanço da doença do inchaço dos brotos, ao envelhecimento das lavouras e ao risco de condições climáticas adversas associadas ao fenômeno El Niño.

Com a possibilidade de menor oferta no segundo maior produtor global, investidores reforçaram as compras de contratos futuros, elevando as cotações da commodity na Bolsa de Nova York.

Açúcar

Os contratos futuros do açúcar fecharam em alta nesta sessão na Bolsa de Nova York, impulsionados pelas preocupações com o desenvolvimento da safra na Índia, um dos maiores produtores mundiais da commodity.

O contrato com vencimento em outubro avançou 1,59%, encerrando o pregão cotado a 14,66 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo análise da Barchart, o mercado reagiu às novas previsões para o regime de monções no país asiático. O Departamento Meteorológico da Índia informou que as chuvas entre agosto e setembro devem ficar abaixo da média histórica.

Além disso, o Ministério de Ciências da Terra da Índia alertou que a temporada de monções de 2026 pode ser a mais fraca dos últimos 11 anos. Como as chuvas, que ocorrem entre junho e setembro, são fundamentais para o desenvolvimento das lavouras, a perspectiva de menor precipitação elevou as preocupações com a produção de açúcar e deu suporte às cotações da commodity.

Café

Os contratos futuros do café arábica fecharam em alta na Bolsa de Nova York, impulsionados pelo aperto na oferta disponível e pela redução dos estoques monitorados pela bolsa.

O contrato com vencimento em setembro avançou 2,80%, encerrando o pregão cotado a US$ 3,32 por libra-peso.

Segundo análise da Barchart, o mercado foi sustentado pela contínua queda dos estoques de café arábica certificados pela ICE. Os volumes armazenados vêm recuando há cerca de quatro meses e meio e atingiram nesta sexta-feira o menor nível dos últimos dois anos e meio.

A redução dos estoques reforça a percepção de restrição na oferta de curto prazo, estimulando a compra de contratos futuros e dando suporte às cotações da commodity em Nova York.

Algodão

Os contratos futuros do algodão fecharam em alta nesta sexta-feira na Bolsa de Nova York, recuperando as perdas da sessão anterior e voltando a negociar acima do patamar de 80 centavos de dólar por libra-peso.

O contrato com vencimento em dezembro avançou 1,39%, encerrando o pregão cotado a 80,50 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo analistas de mercado, o movimento foi impulsionado pela desvalorização do dólar, pelo desempenho acima do esperado das vendas externas de algodão dos Estados Unidos, divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), e pelas preocupações com as condições climáticas nas principais regiões produtoras norte-americanas.

O fortalecimento das cotações também refletiu o retorno do interesse comprador ao mercado. Ao longo da sessão, os preços permaneceram firmes, com oscilações limitadas, indicando demanda consistente pelos contratos futuros e não apenas um movimento técnico de recomposição de posições vendidas.

Suco de Laranja

Os contratos futuros do suco de laranja concentrado e congelado registraram forte alta na Bolsa de Nova York nesta sexta-feira, impulsionando as cotações da commodity.

O contrato com vencimento em setembro avançou 6,13%, encerrando o pregão cotado a US$ 1,54 por libra-peso.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/cacau-entra-em-2026-em-busca-de-equilibrio/