Café fecha com ganhos na bolsa de Nova York com valorização do real

Valorização do real dá suporte, mas projeção de superávit global em 2026 limita avanço dos contratos futuros da commodity

Andressa Simão, da CNN Brasil, São Paulo
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Os preços futuros do café arábica encerraram a sessão desta segunda-feira (06) em alta na Bolsa de Nova York. O contrato com vencimento em maio avançou 0,90%, cotado a US$ 2,98 por libra-peso.

O Barchat pontuou que a valorização do real frente ao dólar, que atingiu o maior nível em três semanas e meia, deu suporte às cotações no mercado futuro ao reduzir a competitividade das exportações brasileiras.

Apesar disso, os ganhos foram limitados após a StoneX projetar um excedente global de café de 10 milhões de sacas em 2026, acima das 1,8 milhão de sacas estimadas para 2025, sendo o maior superávit em seis anos.

Cacau

Os contratos futuros do cacau fecharam em leve queda na Bolsa de Nova York, em que o vencimento para maio recuou 0,31%, a US$ 3.235 por tonelada.

Os preços seguem pressionados por sinais de enfraquecimento da demanda. Além disso, a oferta também pesa sobre o mercado já que os estoques monitorados pela bolsa atingiram 2,37 milhões de sacas, o maior nível em um ano e meio.

O Barchart também destacou que as preocupações com o clima na Costa do Marfim e em Gana seguem no radar do mercado. A seca atinge mais da metade do território marfinense e de Gana, segundo o monitor climático africano.

Açúcar

O açúcar bruto também recuou em Nova York. O contrato para maio caiu 0,20%, para US$ 14,97 por libra-peso.

Os preços foram pressionados pela perspectiva de maior oferta global, após a Federação Nacional de Cooperativas de Fábricas de Açúcar da Índia informar que a produção do país cresceu 9% no ano safra 2025/26, somando 27,12 milhões de toneladas.

Por outro lado, a valorização do real limitou perdas ao reduzir o ritmo das exportações brasileiras.

Suco de laranja

O suco de laranja concentrado e congelado registrou alta. O contrato para maio subiu 0,63%, encerrando o dia cotado a US$ 2.006 por tonelada na bolsa de Nova York.

Algodão

Os futuros de algodão terminaram o pregão em alta na Bolsa de Nova York, sendo que o contrato de maio avançou 1,06%, para US$ 71,67 por libra-peso.

De acordo com o Consultor Independente, Pery Pasotti, o mercado foi influenciado pela queda do dólar e pela alta do petróleo, além do movimento dos fundos, que reduziram suas posições vendidas em mais de 21 mil contratos na última semana.

Os investidores também reagiram ao relatório de intenção de plantio nos Estados Unidos, que apontou área de 9,5 milhões de acres, acima das expectativas do Conselho Nacional do Algodão da América.

Apesar da expansão da área, o clima deve ser um fator decisivo já que cerca de 91% das regiões produtoras nos EUA enfrentam algum nível de seca, o pior cenário em uma década, o que mantém o mercado atento aos próximos desdobramentos.