Cerradinho Bio ampliará produção de biocombustíveis com R$ 150 milhões

Investimentos visam modernização industrial e expansão da capacidade produtiva em suas plantas de Goiás e MS

Gabriella Weiss, da CNN Brasil, São Paulo
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A Cerradinho Bioenergia vai investir R$ 150 milhões em projetos de inovação tecnológica, modernização industrial e ampliação da produção de biocombustíveis em suas unidades localizadas em Chapadão do Céu (GO) e Maracaju (MS). 

Os recursos, obtidos com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) serão destinados à aquisição de máquinas, equipamentos e tecnologias voltadas ao aumento da eficiência operacional das plantas industriais.

Os investimentos serão realizados por meio de duas operações de crédito. A primeira, de R$ 50 milhões, será destinada à Neomille, subsidiária do grupo especializada na produção de etanol de milho e coprodutos. Os recursos serão aplicados na compra de máquinas, equipamentos e serviços tecnológicos com características inovadoras.

A segunda operação, de R$ 100 milhões, envolve a Cerradinho Bioenergia. e a Neomille e prevê a aquisição de bens de capital, incluindo equipamentos industriais e agrícolas desenvolvidos com tecnologia nacional.

Segundo as empresas, os investimentos têm como objetivo ampliar a capacidade tecnológica das unidades produtivas, aumentar a eficiência energética dos processos e contribuir para a redução das emissões de carbono.

As operações fazem parte do programa BNDES Mais Inovação, voltado ao financiamento de projetos de inovação e digitalização em empresas brasileiras.

Fundado em 1970, em Catanduva (SP), o Grupo Cerradinho atua na produção de etanol de cana e de milho, açúcar, bioeletricidade e coprodutos como DDG e óleo de milho. O grupo mantém unidades industriais em Goiás e Mato Grosso do Sul, com capacidade para processar 1,8 milhão de toneladas de milho e 6,1 milhões de toneladas de cana por ano.

Nos últimos anos, a companhia tem ampliado seus investimentos em expansão industrial, com destaque para o crescimento da produção de etanol de milho, segmento que representa uma parcela crescente da receita operacional do grupo.