Com aumento na demanda, preços do cacau sobem 8,35% na bolsa de Nova York

Contrato futuro atinge maior patamar em quase dois meses impulsionado por demanda recuperada e dólar mais fraco

Andressa Simão, da CNN Brasil, São Paulo
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O contrato futuro do cacau finalizou a sessão terça-feira (14) com forte valorização de 8,35% na Bolsa de Nova York, em que o vencimento para entrega em julho ficou cotado em US$ 3.646 por tonelada.

De acordo com o Barchart, os preços do cacau subiram acentuadamente nesta sessão atingindo o maior patamar em quase dois meses, impulsionados pela expectativa de que a recente queda nos preços tenha estimulado uma recuperação na demanda.

A Malásia divulgou que a moagem de cacau no primeiro trimestre aumentou 8,7% em relação ao ano anterior, para 91.946 mil toneladas. O mercado também aguarda os dados da moagem de cacau na Europa, Ásia e América do Norte no primeiro trimestre serão divulgados ainda esta semana.

Outro fator que contribuiu para o avanço nas cotações foi a queda do índice do dólar para a mínima em seis semanas também contribuiu para a alta dos preços do cacau.

O Barchart também destacou que o fechamento do Estreito de Ormuz também beneficia os preços do cacau, pois reduziu a oferta de fertilizantes, aumentou as taxas de frete marítimo globais, os custos de seguro e os preços dos combustíveis, elevando assim os custos para os importadores de cacau.

Açúcar

No caso do açúcar, o vencimento para entrega em julho registrou avanço de 1,51% e precificado em US$ 14,09 por libra-peso na Bolsa de Nova York.

Ainda de acordo com o Barchart, os preços do açúcar se recuperaram das mínimas de seis semanas nesta sessão e subiram acentuadamente depois que o índice do dólar caiu para a mínima também de seis semanas, o que provocou o fechamento de posições vendidas nos contratos futuros de açúcar.

O mercado estava sob pressão nas últimas duas semanas em meio a expectativas de oferta global abundante.

Suco de laranja

O contrato futuro para entrega maio do suco de laranja fechou o dia na bolsa de Nova York cotado a US$ 1.925,00 por tonelada e leve queda de 1,53%.

Café

As cotações futuras do café arábica também finalizaram a sessão com leves ganhos na bolsa de Nova York, em que o vencimento para julho registrou avanço de 0,46% e está precificado em US$ 2,976 por libra-peso.

O mercado acompanha a redução da oferta de café no Brasil após a Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) ter divulgado nesta terça-feira que as exportações brasileiras de café verde caíram 10% em março em relação ao ano anterior, para 2,65 milhões de sacas.

Na quarta-feira passada, o Ministério da Economia e Comércio do Brasil (MDIC) informou que as exportações brasileiras de café em março recuaram 31% em relação ao ano anterior, para 151 mil toneladas.

Além disso, a precipitação abaixo da média no Brasil pode impactar a produção de café e impulsionar os preços. A Somar Meteorologia divulgou na que o estado de Minas Gerais, a maior região produtora de café arábica do país, recebeu apenas 4,2 mm de chuva na última semana, o que representa apenas 20% da média histórica.

A valorização do real brasileiro também contribuiu para o avanço nos preços futuros do café, já que o real atingiu a maior cotação em dois anos frente ao dólar nesta terça-feira.

Algodão

Os contratos futuros do algodão fecharam em leve baixa na Bolsa de Nova York com queda. O vencimento para julho teve queda de 0,14%, cotado a US$ 76,52 por libra-peso.

O Barchart destacou que o o mercado recuou diante da queda do petróleo bruto e com relatos sugerindo que os Estados Unidos e o Irã podem realizar negociações já nesta semana, embora nada tenha sido oficialmente definido.

Na sessão anterior, o mercado voltou a ter boa valorização encontrando suporte no dólar fraco contra outras moedas. A Safras & Mercado destacou que a subida do petróleo também deu sustentação aos avanços da pluma. "O aumento nos preços do petróleo encarece as fibras sintéticas como o poliéster, favorecendo a competitividade do algodão, que é fibra natural", informou a Safras.