Cotação da soja recua em Chicago com incerteza sobre demanda chinesa
Rumores de possível cancelamento da visita de Donald Trump à China pressionaram as cotações futuras

Os contratos futuros da soja fecharam esta quinta-feira (26) com leve baixa na Bolsa de Chicago. O vencimento março encerrou cotado a US$ 11,4775 por bushel, recuo de 0,04%.
De acordo com a Royal Rural, o mercado vinha sustentado pela expectativa da viagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Pequim para encontro com Xi Jinping. A reunião era vista como estratégica para reforçar o acordo comercial envolvendo compras chinesas de soja americana.
Rumores de que a visita pode não ocorrer, por falhas de coordenação diplomática, elevaram a incerteza e pressionaram as cotações, já que a demanda chinesa é central para as exportações dos EUA. O mercado reagiu à especulação, apesar de ainda não ter confirmação oficial.
Outro fator que está no radar do mercado é o preço futuro do óleo de soja que avançou mais de 2% e superou os US$ 61, após o governo Trump endurecer as regras do Renewable Fuel Standard, que amplia a obrigatoriedade de mistura de biocombustíveis. A medida aumenta a demanda por biodiesel e, consequentemente, por óleo de soja, dando sustentação ao complexo soja em Chicago.
Milho
Os contratos futuros do milho encerraram a sessão com alta na Bolsa de Chicago. O vencimento março avançou 0,64%, cotado a US$ 4,3325 por bushel.
Segundo a Granar, o movimento positivo foi influenciado, em parte, pelos desdobramentos no mercado da soja, especialmente em relação às novas diretrizes para as exigências de mistura de biocombustíveis nos Estados Unidos.
O setor acompanha a possível ampliação da obrigatoriedade de mistura e a redistribuição dos volumes não utilizados por pequenas refinarias que obtiveram isenções. Analistas da área de energia avaliam que a realocação pode superar 50%, o que aumentaria a demanda por biocombustíveis e daria sustentação adicional aos grãos em Chicago.
Trigo
Os preços do trigo voltaram a subir na Bolsa de Chicago. O contrato março avançou 1,06% e encerrou cotado a US$ 5,7175 por bushel.
Segundo a Agrinvest, o mercado reagiu após três sessões consecutivas de queda. No cenário geopolítico, a escalada das tensões entre Rússia e Ucrânia, com novos ataques à infraestrutura, trouxe cautela aos investidores e deu suporte às cotações, diante do risco potencial para o abastecimento global.


