Custos da produção de leite no RS sobem 2,69% em abril

Avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento nos preços dos fertilizantes, da energia elétrica e dos combustíveis, segundo a Farsul

Gabriella Weiss, da CNN Brasil, São Paulo
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O Índice de Insumos para Produção de Leite Cru do Rio Grande do Sul registrou alta de 2,69% em abril de 2026, segundo relatório divulgado pela Assessoria Econômica do Sistema Farsul. 

O avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento nos preços dos fertilizantes, da energia elétrica e dos combustíveis.

De acordo com o levantamento, os fertilizantes apresentaram alta de 12,8% no mês, com destaque para a ureia, com uma valorização que segue associada às dificuldades logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de fertilizantes nitrogenados

Os combustíveis subiram, em média, 2,3%, acompanhando a elevação de 4,4% na cotação internacional do petróleo.

A energia elétrica também pressionou os custos da atividade leiteira, com aumento de 30,6% em abril. Segundo a Farsul, o movimento está relacionado à alteração da faixa horária de consumo, concentrando maior utilização em períodos sujeitos a bandeiras tarifárias mais elevadas.

No segmento de grãos, o milho teve leve valorização de 0,3%, enquanto a soja registrou queda de 1%.

No acumulado de 2026 até abril, o índice registrou inflação de 1,06%. No mesmo período, o IPCA acumulou alta de 2,60%, enquanto o IPCA Leite e Derivados sobe 8,64%.

Na comparação em 12 meses, o índice da Farsul aponta retração de 4,66%, influenciada principalmente pela redução nos custos de silagem, que caiu 15,8%, e de concentrado, com recuo de 10,5%.

Apesar disso, alguns grupos seguem pressionando os custos da produção leiteira. Em 12 meses, os fertilizantes acumulam alta de 30%, a energia elétrica sobe 30,8% e os combustíveis avançam 6,9%.

O relatório também destaca que o preço do leite pago ao produtor recuou cerca de 10% no período, enquanto o IPCA Leite e Derivados acumulou alta de 1,6%, indicando diferença entre os reajustes observados ao longo da cadeia.

Para maio, a expectativa da Farsul é de inflação moderada no índice. A entidade avalia que a estabilidade recente dos combustíveis e a valorização cambial podem limitar parte das pressões de custos no curto prazo. 

Por outro lado, o segmento de fertilizantes segue com viés de alta devido ao cenário internacional, enquanto a valorização recente do milho pode elevar os custos de alimentação animal.