El niño impulsiona preços do café arábica na bolsa de Nova York

O contrato para setembro teve alta de 1,54% após confirmação de formação do fenômeno climático

Andressa Simão, da CNN Brasil, São Paulo
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As preocupações com El niño impulsionaram os vencimentos futuros do café arábica na sessão desta quarta-feira (10) na Bolsa de Nova York. O contrato para entrega em setembro do café registrou alta de 1,54% e encerrou o dia cotado em U$S 2,44 por libra-peso. 

De acordo com o Barchart, os preços do café fecharam em forte alta nesta quarta-feira, com o aumento das posições vendidas após a Agência Meteorológica do Japão confirmar a formação do fenômeno climático El Niño no Pacífico equatorial. 

“Isso cria as condições para meses de inundações, secas e flutuações de temperatura ainda este ano, o que pode prejudicar a produção de café na Ásia e na América do Sul”, informou o Barchart.   

Na sessão anterior, o preço do café arábica caiu para a mínima em 19 meses, e o do robusta recuou para a mínima em dois meses, em meio à perspectiva de uma safra recorde de café este ano no Brasil. 

A consultoria da Safras e Mercado apontou que para o arábica, a pressão é maior porque se espera uma safra de arábica bem maior em relação ao ano passado, o que não acontece com o conilon, que tende a ter uma colheita mais próxima do número de 2025.


Cacau

No caso do cacau, o contrato do cacau para entrega em setembro fechou em queda de 1,74% e precificado em US$ 3.842 por tonelada.

O Barchart apontou que os contratos do cacau fecharam em baixa em meio a previsões de tempo seco chegando à África Ocidental no final desta semana, o que deve aliviar as atuais inundações.

“Os preços do cacau haviam subido no início da semana depois que produtores de cacau na Costa do Marfim relataram que fortes chuvas e ventos haviam destruído botões florais jovens e danificado cacaueiros”, destacou o Barchart.

Na semana anterior, os preços futuros do cacau despencaram para mínimas de duas semanas em meio ao aumento dos estoques. Os estoques de cacau da ICE atingiram o maior patamar em quase dois anos, chegando a 2.929.074 sacas na última sexta-feira.

Açúcar

No caso do açúcar, os preços futuros finalizaram a sessão com quedas na bolsa de Nova York. O contrato para entrega em outubro registrou baixa de 0,90% e fechou cotado em 14,39 centavos de dólar a libra-peso.

O Barchart apontou que os preços do açúcar registraram as mínimas em seis semanas. A desvalorização do real brasileiro está pressionando os preços do açúcar.

“O real caiu hoje para a mínima em dois meses em relação ao dólar, o que incentiva as exportações dos produtores de açúcar brasileiros”, comentou o Barchart.

Algodão

O algodão com contrato futuro para entrega em dezembro fechou sem variação e precificado em 75,30 centavos de dólar a libra-peso.

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