Entregas de fertilizantes crescem e somam 4,3 milhões de toneladas
Entregas ao mercado brasileiro cresceram 2,6% no mês de novembro, segundo Associação Nacional para Difusão de Adubos

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro totalizaram 4,33 milhões de toneladas em novembro de 2025, o que representa um crescimento de 2,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,21 milhões de toneladas. Os dados são da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA).
Os fertilizantes são substâncias minerais ou orgânicas, naturais ou sintéticas, aplicadas ao solo ou diretamente nas plantas com o objetivo de fornecer nutrientes essenciais ao desenvolvimento das plantas, como nitrogênio, fósforo e potássio (NPK).
No acumulado de janeiro a novembro de 2025, as entregas somaram 45,27 milhões de toneladas, alta de 7,8% na comparação com o mesmo período de 2024, quando foram registradas 42 milhões de toneladas.
As importações de fertilizantes alcançaram 3,85 milhões de toneladas em novembro de 2025, volume 12,7% inferior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. Já no acumulado de janeiro a novembro, o total importado foi de 39,7 milhões de toneladas, crescimento de 4,8% na comparação interanual. O dado ganha relevância considerando que o Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes utilizados na agricultura.
Projeções de mercado indicam que as importações podem atingir um recorde no acumulado de 2025, com volume estimado em 48 milhões de toneladas. O aumento é associado tanto ao crescimento do consumo quanto à maior aquisição de fertilizantes menos concentrados, que demandam volumes maiores para fornecer a mesma quantidade de nutrientes. Esse movimento ocorre em um contexto de elevação dos custos de produção e restrição ao crédito no setor agropecuário.
O Porto de Paranaguá consolidou-se como o principal ponto de entrada de fertilizantes no país. Entre janeiro e novembro de 2025, foram importadas pelo terminal 9,95 milhões de toneladas, crescimento de 6,4% em relação a 2024. O porto respondeu por 25,1% do total desembarcado no Brasil, segundo dados do Siacesp/MDIC.
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou o mês em 517 mil toneladas, queda de 11,8% em comparação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a novembro, a produção alcançou 6,72 milhões de toneladas, avanço de 4,1% frente às 6,46 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano anterior.
No recorte regional, o Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo de fertilizantes, com participação de 22,7% do total nacional, equivalente a 10,28 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul e Goiás, com 5,42 milhões, 4,83 milhões, 4,6 milhões, 4,38 milhões e 4,36 milhões de toneladas, respectivamente.


