EUA finalizam cotas de mistura de biocombustíveis para 2026/27

Combustíveis e matérias-primas estrangeiros receberão apenas metade dos RINs dos produtos fabricados nos ‌EUA

da Reuters
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O governo Donald Trump finalizou nesta sexta-feira os ​novos mandatos de volumes ​de mistura de biocombustíveis para as refinarias de petróleo dos EUA, exigindo mais combustíveis feitos de milho e outros produtos agrícolas do que o inicialmente proposto, em uma aparente vitória para os agricultores.

A Agência ⁠de Proteção ​Ambiental (EPA, na sigla em inglês) definiu o ​total de obrigações de biocombustível para 2026 em ⁠26,81 bilhões de RINs e ⁠a obrigação para 2027 em 27,02 ​bilhões ‌de RINs.

Os mandatos totais incluem 70% das obrigações ⁠de mistura que foram dispensadas no âmbito do programa de isenções para pequenas refinarias durante os anos ‌de conformidade ⁠de 2023 ‌a 2025, informou a EPA.

Em junho de 2025, a EPA propôs volumes totais de mistura de ⁠biocombustíveis de 24,02 bilhões ⁠de RINs em 2026 e 24,46 bilhões de RINs em ‌2027.

A EPA acrescentou na sexta-feira que, a partir de 2028, os combustíveis e matérias-primas estrangeiros receberão apenas metade dos RINs dos produtos fabricados nos ‌Estados Unidos.

A regra encerra um período de incerteza tanto para a agricultura quanto para o setor ⁠de refino, cuja sorte pode ser significativamente afetada pelas políticas de biocombustíveis do país.

Os agricultores e produtores ​de biocombustíveis normalmente querem cotas altas para estimular ​a demanda por seus produtos, enquanto as refinarias consideram as obrigações de mistura como um ônus caro.