Exportação de café verde do Brasil atinge maior nível em 20 meses

Vendas externas do produto somaram 3,93 milhões de sacas em setembro impulsionadas pelo avanço da colheita no país

Por Roberto Samora, da Reuters
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A exportação de café verde do Brasil ​em setembro somou 235,8 mil toneladas, ou ​3,93 milhões de sacas de 60 kg, marcando o maior volume de embarques do país em 20 meses, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), publicados nesta terça-feira.

As vendas externas do Brasil no mês passado saltaram 20,4% em relação ao mesmo período de 2025, com ⁠o Brasil escoando volumes ​de uma safra estimada em um recorde.

Em setembro, com ​a colheita já finalizada após chuvas atípicas de inverno atrasarem os trabalhos, ⁠os exportadores já puderam contar com ⁠grãos da nova safra.

As exportações de café renderam ao ​país ‌US$1,29 bilhão em setembro, aumento de 8,7% no comparativo anual, com ⁠os maiores volumes mais do que compensando uma queda de 9,8% no preço médio, segundo dados da Secex.

Em termos de divisas, o café só fica ‌atrás ⁠da soja ‌nas exportações agropecuárias de produtos in natura.

A soja, apesar de setembro já não ser um mês de pico de exportação, gerou divisas de US$3,47 ⁠bilhões, aumento de 11,9% na comparação ⁠anual. Já os embarques da oleaginosa ficaram praticamente estáveis no mês passado, a 7,36 ‌milhões de toneladas.

O milho, por outro lado, registrou recuo de embarques de mais de 30% em setembro, para 5,2 milhões de toneladas, com o mercado interno demandando cada vez mais devido à expansão da ‌indústria de etanol e também pela maior competitividade das exportações argentinas.

Já a exportações de carne bovina in natura do Brasil, maior exportador ⁠mundial, despencaram 38% na comparação com o mesmo período do ano passado, para 195,2 mil toneladas, principalmente por conta do fim da cota da ​China com tarifa menor.

Além disso, desde o início de setembro as vendas ​para a União Europeia ficaram suspensas após o Brasil ficar fora de uma lista de países habilitados a exportar, devido a exigências da UE sobre antimicrobianos.

(Por Roberto Samora; edição ‌de Marta Nogueira)