Exportação de soja brasileira quebra recorde de 5 anos em abril, diz Secex

Embarques atingem 16,75 milhões de toneladas, superando marca de cinco anos com alta de 9,7%

da Reuters
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A exportação de soja do Brasil quebrou um recorde em abril que ​durava exatos cinco anos, com a Secretaria ​de Comércio Exterior (Secex) registrando 16,75 milhões de toneladas de embarques no mês, crescimento de 9,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

Mais cedo nesta quinta-feira, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) já havia indicado exportações de 16,2 milhões de toneladas, também recordes, pelos cálculos da entidade baseados em embarques efetivos.

"O escoamento da safra ⁠de soja encontra-se em seu ​pico", disse a Anec, citando que a colheita já foi realizada ​em cerca de 95% da área cultivada.

O recorde anterior, para todos os meses, ⁠havia sido registrado em abril de 2021, ⁠com 16,1 milhões de toneladas, segundo a Secex.

A safra do ​país, ‌líder global em soja, está estimada em uma máxima histórica próxima de 180 ⁠milhões de toneladas neste ano.

Apenas as exportações de soja, o principal produto do agronegócio nacional, renderam ao país em abril cerca de US$7 bilhões, aumento anual de 18,8%.

Já a ‌exportação ⁠de petróleo registrou ‌receita de US$4,8 bilhões, avanço de 10,6% na mesma comparação, contando com alta de 23,7% nos preços em meio à guerra no Irã, enquanto os volumes exportados caíram ⁠10,6%, para 8,17 milhões de toneladas.

O minério ⁠de ferro, que apareceu em terceiro lugar entre os produtos exportados, em receitas, gerou divisas de ‌aproximadamente US$2,5 bilhões em abril, alta de 19,5%, influenciada por ganhos de preços (+4%) e volumes (+15), para 34,57 milhões de toneladas.

Os embarques de café tiveram ligeira queda de 0,9% para 171,5 mil toneladas, na comparação com abril do ano passado.

As exportações ‌de carne bovina in natura aumentaram 4,3% para 251,9 mil toneladas, enquanto as carnes de aves cresceram 0,5%, para 442,58 mil toneladas.

Os embarques de algodão do ⁠Brasil dispararam 54,9% para 370,4 mil toneladas.

A exportação de açúcar recuou 23,6% em abril ante o mesmo mês de 2025, para 1,18 milhão de toneladas, com o ​país iniciando a moagem de cana-de-açúcar em 2026/27 com maior foco no etanol.

O Brasil ​é o maior exportador global de soja, café, algodão, açúcar e carnes bovina e de frango. É um dos maiores também em minério de ferro, tendo ainda relevância no mercado de petróleo.