Fazenda revisa projeção de crescimento do agro para 1,8% em 2026
Após crescimento de 2% nos primeiros três meses, ministério estima um salto de apenas 0,6% para o segundo trimestre

O Ministério da Fazenda revisou para cima a projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do agro para 2026 de 1,2% para 1,8%, segundo dados do Boletim MacroFiscal divulgados nesta quarta-feira (15).
Apesar do aumento da projeção, a pasta prevê uma desaceleração do crescimento do setor ante os bons resultados de 2025, com aumento de 11,7%.
Após satlo de 2% nos primeiros três meses, o ministério projeta um crescimento menor no segundo trimestre, de 0,6%. Segundo a pasta, o resultado foi puxado pelo desempenho positivo nos setores de café, soja, cacau, cana-de-açúcar e no de abate de bovinos.
Por outro lado, o desempenho negativo das culturas de algodão, arroz, feijão e milho pesaram contra a projeção.
Em comparação com o mesmo período de 2025, o desempenho projetado para o trimestre representa uma expansão de 2,5% no PIB do setor. Já no acumulado dos últimos 12 meses com as estimativas do segundo trimestre, o crescimento deve chegar a 4,9%.
Inflação
Apesar da alta moderada do IPCA em junho, a alta nos alimentos foi a principal responsável por pressionar a inflação no acumulado do ano, com dessazonalidades acima do padrão histórico.
Para o restante do ano, a pasta revisou a projeção de 4,9% para 5,3% em 2026 e de 4% para 4,2% em 2027.
O relatório também destaca que os impactos do El Niño devem influenciar na inflação de alimentos já em 2026 e com mais intensidade em 2027.
Segundo a pasta, outro fatore que deve pressionar os preços no segundo semestre é o choque de oferta e demanda por fertilizantes, impulsionado pelo conflito no Oriente Médio.
Já a inflação no atacado saiu de -9,7% em abril para -3,4% em junho, reflexo da alta nas cotações de milho e batata-inglesa somado à deflação menos acentuada nos preços de soja e leite in natura.


