FMC vende operação indiana por US$ 252 milhões buscando redução da dívida

Segundo documento enviado à SEC, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) americana, a dívida da companhia em 31 de março de 2026 era de US$ 4,1 bilhões descontando o caixa

Gabriella Weiss, da CNN Brasil, São Paulo
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A gigante de defensivos FMC anunciou a venda de suas operações na Índia para a Crystal Crop Protection Limited por US$ 252 milhões. 

A operação está sujeita a ajustes relacionados a caixa, dívida e capital de giro, além de aprovações regulatórias e outras condições usuais de fechamento. A expectativa é de que a conclusão ocorra até o fim de 2026, segundo comunicado da companhia.

A FMC informou que pretende destinar os recursos obtidos com a venda para redução de dívida. Até a conclusão da operação, a empresa continuará recebendo o caixa gerado pelas operações da unidade indiana.

Segundo documento enviado à SEC, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) americana, a dívida da companhia em 31 de março de 2026 era de US$ 4,1 bilhões descontando o caixa.

Segundo a FMC, a decisão faz parte da estratégia anunciada pela companhia em julho de 2025 de desinvestir do negócio comercial de proteção de cultivos na Índia. Na ocasião, a empresa afirmou que a decisão se devia aos desafios de mercado e aos elevados níveis de estoque no país. 

A empresa informou que continuará atuando no mercado indiano por meio de um novo modelo de acesso ao mercado e manterá no país suas atividades globais de pesquisa, desenvolvimento e manufatura.

Com a transação, a Crystal Crop Protection passará a controlar as operações comerciais da FMC India na área de proteção de cultivos, incluindo a licença para comercialização das marcas da FMC no mercado indiano. 

O acordo também prevê um contrato preferencial de fornecimento de determinados ingredientes ativos e produtos formulados da FMC, além de acesso preferencial ao pipeline de novos ingredientes ativos da companhia no país.

Na operação, o BofA Securities atuou como assessor financeiro da FMC. Davis Polk & Wardwell LLP e Khaitan & Co prestaram assessoria jurídica à companhia. A EY atuou como assessora de fusões e aquisições da Crystal Crop Protection, enquanto o escritório Shardul Amarchand Mangaldas & Co foi o assessor jurídico da compradora. Outros termos do acordo não foram divulgados.