Governo aprova meta de 0,5% de biometano no gás e abre espaço para o agro

Decisão do CNPE cria demanda por resíduos rurais e sinaliza avanço gradual do biometano na matriz

Cristiane Noberto, da CNN Brasil, Brasília
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O CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) aprovou nesta quarta-feira (1º) uma meta de redução de 0,5% nas emissões de gases de efeito estufa no mercado de gás natural em 2026.

A proposta abre espaço para a ampliação do uso do biometano, com impacto direto sobre o agro, que concentra a principal oferta de matéria-prima para o combustível, como dejetos da pecuária e resíduos agrícolas. Além de atender parte do pleito do setor de fertilizantes que utiliza o insumo para produzir a matéria-prima.

A medida vale para produtores e importadores de gás natural e faz parte da Lei do Combustível do Futuro, que estabelece metas progressivas de descarbonização para o setor.

Na prática, a decisão cria um sinal inicial de demanda para o biometano, mas ainda em ritmo gradual.

O percentual definido ficou abaixo do piso legal de 1%, diante da limitação atual da oferta do combustível no país.

Hoje, o Brasil tem 19 plantas autorizadas para produção de biometano e outras 37 em processo de autorização, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).