Guedes vê impacto de crise de fertilizantes em preço de alimentos no médio prazo
Ministro da Economia ponderou sobre necessidade "esforços fiscais adicionais" se guerra se estender
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta sexta-feira (11) que a crise no fornecimento de fertilizantes, a médio prazo, deve ter algum impacto no preço dos alimentos.
"A curtíssimo prazo, não veria razão para subir tão rápido, safra já está aí e foi plantada", ponderou.
Guedes participou nesta sexta-feira (11) do lançamento do Plano Nacional de Fertilizantes e afirmou que, com prolongamento da guerra, a preocupação será maior e demandará "esforços fiscais adicionais".
"O preço do petróleo pega tudo. Nossa esperança é que a guerra acabe rapidamente, seria o melhor", completou.
Em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto após o evento, Guedes voltou a prever a desacerleração dos preços no ano que vem.
"Inflação é política monetária e fiscal. O fiscal está zerado. A monetária está no lugar, então deve cair [a inflação]. O que acontece é que quando vem outro choque desse tipo, fertilizantes, petróleo, é mudança de preços relativos. Preço dos fertilizantes sobe, preço do petróleo sobe um pouco, mas outros preços não sobem, até caem. E a inflação desce. É isso que a gente espera", disse Guedes.
Guedes afirmou ainda que o Brasil deve, no médio prazo, acabar com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) como forma de "aprofundar a cadeia produtiva".
"Estamos fazendo é exatamente melhorar o ambiente de negócios, reduzir os impostos. A médio prazo, é acabar com o IPI para permitir esse aprofundamento da cadeia produtiva brasileira", disse o ministro.


