Klabin tem lucro líquido 34% menor no segundo trimestre
No acumulado do primeiro semestre, a companhia apresentou prejuízo líquido de R$ 110 milhões, em razão do resultado negativo de R$ 497 milhões registrado entre janeiro e março

A Klabin encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 387 milhões, resultado 34% inferior ao registrado no mesmo período de 2025, com alta nos volumes e queda na receita.
No acumulado do primeiro semestre, a companhia apresentou prejuízo líquido de R$ 110 milhões, em razão do resultado negativo de R$ 497 milhões registrado entre janeiro e março.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da empresa somou R$ 1,9 bilhão no trimestre, queda de 4% na comparação anual.
A receita líquida foi de R$ 5,1 bilhões, recuo de 2% em relação ao segundo trimestre do ano passado. Aa receita caiu nos segmentos de celulose e embalagens, enquanto permaneceu estável em papéis.
Em comunicado, a Klabin afirmou que o resultado refletiu "principalmente o aumento dos preços de celulose em dólar e de embalagens, aliado ao crescimento dos volumes de papéis e embalagens".
O volume de vendas aumentou 1% no trimestre e 6% no acumulado do semestre. A participação do mercado interno na receita também cresceu, passando de 61% no segundo trimestre de 2025 para 67% no mesmo período deste ano.
De acordo com a empresa, o trimestre foi marcado pela continuidade de conflitos geopolíticos, que mantiveram um cenário de instabilidade e pressionaram os custos. A companhia também apontou a valorização do real como fator que impactou as receitas de exportação.
A Klabin afirmou ainda que o custo caixa total por tonelada, incluindo os efeitos das paradas gerais de manutenção, permaneceu em linha com o observado no segundo trimestre de 2025. Segundo a companhia, iniciativas de redução de custos variáveis compensaram parcialmente o aumento de despesas com insumos e fretes decorrente dos conflitos geopolíticos, além das medidas adotadas antecipadamente para mitigar possíveis impactos do fenômeno El Niño no segundo semestre.
A dívida líquida da empresa encerrou o trimestre em R$ 24 bilhões, redução de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, caiu de 3,7 vezes para 3,2 vezes.
Durante o trimestre, o conselho de administração também aprovou a criação de um programa de recompra de até 31,25 milhões de units da companhia, conforme fato relevante divulgado pela empresa.


