Lucro líquido do CTC cai 5% no 4º tri de ano safra, para de R$ 39,9 milhões
Resultado anual tem lucro líquido de R$ 216,5 milhões, alta de 23,2% impulsionada pelo crescimento de receita e participação de mercado

O CTC (Centro de Tecnologia Canavieira) encerrou o 4º trimestre do ano safra 2026/26 com lucro líquido de R$ 39,9 milhões, uma desaceleração de 5,1% frente ao mesmo período do ciclo anterior, quando o lucro registrado foi de R$ 42 milhões.
Por outro lado, a receita líquida da companhia subiu e totalizou R$ 120,9 milhões no período, com alta de 6,6% em comparação aos R$ 113,5 milhões do quarto trimestre da última temporada.
O Ebitda (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) do período trimestral recuou 15,6%, para R$ 40,6 milhões.
De acordo com o CTC, o resultado do trimestre refletiu o aumento das iniciativas comerciais e operacionais ligadas à principal janela de plantio da safra, além da ampliação das atividades de validação e desenvolvimento do pipeline de inovação.
Valores acumulados
No acumulado do ano fiscal, a companhia encerrou a safra 2025/26 com lucro líquido de R$ 216,5 milhões no período, alta de 23,2% em relação à safra anterior.
O crescimento de receita, lucro e participação de mercado, impulsionado pelo avanço de novas variedades de cana e investimentos em inovação ajudaram a sustentar o resultado.
Na mesma toada de resultados positivos, a receita líquida do CTC somou R$ 470,6 milhões, crescimento de 11,3% na comparação anual. E o Ebitda atingiu R$ 218,7 milhões, avanço de 10,4%, com margem de 46,5%, estável frente ao ciclo 2024/25.
Segundo a companhia, o desempenho foi sustentado pela ampliação da participação no mercado de plantio, que chegou a 32%, seis pontos percentuais acima da safra passada.
O avanço foi puxado pela maior adoção de variedades mais recentes e pelo crescimento do portfólio tecnológico da empresa.
“Encerramos a safra 25/26 com um desempenho financeiro sólido, refletindo a consistência da nossa execução e a capacidade de transformar inovação em crescimento rentável”, afirmou o CEO do CTC, César Barros, em nota.
A empresa destacou ainda o avanço de novas tecnologias no campo. Entre as variedades protegidas plantadas na safra, 81% correspondem a materiais lançados a partir de 2020.
A variedade CTCAdvana1 alcançou 268 usuários, enquanto a companhia lançou a CTCAdvana2, com estimativa de produtividade 10% superior aos padrões atuais do mercado.
Na frente de biotecnologia, o CTC informou ter recebido aprovação da CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) para a primeira variedade da plataforma VerdPRO2, resistente à broca da cana e a herbicidas.
A companhia também inaugurou sua UPS (Unidade de Produção de Sementes Sintéticas), com investimento de R$ 100 milhões. Segundo o CTC, a estrutura marca o início da produção em escala da tecnologia, considerada estratégica para ampliar produtividade e sustentabilidade no setor sucroenergético.
Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento totalizaram R$ 268 milhões na safra, alta de 14,6% na comparação anual. Já o Capex alcançou R$ 139 milhões, crescimento de 142,4%, concentrado principalmente na unidade de sementes sintéticas, laboratórios e infraestrutura de pesquisa.
Ao fim da safra, a companhia encerrou o período com posição de caixa líquido de R$ 501,7 milhões.
“A companhia encerrou a safra com elevada solidez financeira para sustentar os investimentos em inovação e crescimento previstos para os próximos anos”, afirmou o diretor financeiro e de relações com investidores do CTC, Paulo Geraldo Polezi.


