Nova Zelândia registra primeiro caso de gripe aviária H5N1

Vírus de alta patogenicidade foi identificado em uma ave marinha em Wellington, marcando a primeira detecção no país

Gabriella Weiss, da CNN Brasil, São Paulo
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A Nova Zelândia confirmou o primeiro registro de gripe aviária de alta patogenicidade H5N1 em seu território. O caso foi identificado em uma ave marinha da espécie mandrião-marrom encontrada na praia em Wellington, informou o Ministério das Indústrias Primárias do país.

Segundo o órgão, exames laboratoriais confirmaram a presença da cepa H5N1, a mesma que vem circulando em diferentes regiões do mundo nos últimos anos. Até o momento, não há registros da doença em outras aves no país nem em plantéis comerciais de aves.

Em nota, o ministério afirmou que "esta é a primeira detecção da gripe aviária H5 na Nova Zelândia" e ressaltou que não há evidências de mortalidade em massa de animais silvestres nem de transmissão entre aves selvagens no país. Também informou que "não houve qualquer detecção em aves de produção".

O governo classificou o risco à saúde humana como baixo e informou que mantém um plano de resposta para proteger a produção avícola e reduzir impactos sobre a fauna silvestre e as comunidades.

"Nossa resposta foi planejada para gerenciar os riscos da gripe aviária H5, proteger a produção avícola e reduzir os impactos sobre a vida selvagem e as comunidades", afirmou o ministério.

O ministério destacou que a Nova Zelândia já convive com variantes de baixa patogenicidade da influenza aviária em aves silvestres e mantém um programa permanente de vigilância, que analisa cerca de 2 mil amostras de aves selvagens por ano. Segundo a instituição, essas variantes normalmente causam poucos ou nenhum sinal clínico, mas podem evoluir para formas de alta patogenicidade quando introduzidas em granjas de galinhas.

A atual onda da H5N1 teve início no Hemisfério Norte em 2020, quando o vírus se estabeleceu em populações de aves silvestres e se espalhou por países da Europa, Reino Unido, Estados Unidos e outras regiões. 

Em 2023, o vírus foi detectado no Hemisfério Sul e avançou pela América do Sul até ilhas subantárticas e a Península Antártica. 

Em junho de 2026, a Austrália confirmou seu primeiro caso da mesma cepa em uma ave marinha encontrada no estado da Austrália Ocidental.