Preço do açúcar sobe 1,66% com alta do petróleo e menor oferta

Perspectiva de maior produção de etanol e queda na safra da Tailândia sustentam as cotações

Andressa Simão, da CNN Brasil, São Paulo
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O contrato futuro do açúcar para entrega em outubro encerrou o pregão desta quarta-feira (09) com alta de 1,66%, cotado a 18,40 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo o Barchart, a valorização acompanhou a alta de 3% do petróleo bruto, que atingiu o maior nível em três meses e duas semanas. O avanço do petróleo favorece os preços do etanol e pode estimular usinas a direcionarem mais cana-de-açúcar para a produção do biocombustível, reduzindo a oferta de açúcar no mercado.

As cotações também receberam suporte das perspectivas para a produção da Tailândia. A Thai Sugar Millers Corp. projetou que a produção do país na safra 2026/27 pode recuar 17% na comparação anual, para 10 milhões de toneladas.

Cacau

O contrato futuro do cacau para entrega em dezembro encerrou o pregão com alta de 0,64%, cotado a US$ 5.951 por tonelada.

Segundo o Barchart, a valorização ocorreu após o órgão regulador da indústria cacaueira de Gana propor um aumento de 6% na remuneração dos produtores para a safra 2026/27.

A proposta favoreceu um movimento de cobertura de posições vendidas nos contratos futuros. A expectativa é de que uma remuneração maior possa levar produtores ganeses a buscar preços mais elevados para a comercialização do cacau, dando suporte às cotações no mercado futuro.

Café

Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do café arábica para entrega em dezembro encerrou o pregão com queda de 0,26%, cotado a US$ 2,92 por libra-peso.

Segundo o Barchart, a pressão sobre os preços veio após o arábica atingir, na terça-feira, a menor cotação em dois meses, em meio ao avanço das exportações brasileiras. A Secex (Secretário de Comércio Exterior) apontaram que os embarques de café do Brasil em agosto cresceram 44,6% na comparação anual, para 206.618 toneladas, o maior volume em oito meses.

Além disso, os estoques de café arábica monitorados pela ICE recuaram para 218.838 sacas na terça-feira, o menor nível em 27 anos.

Algodão

O contrato futuro do algodão para entrega em dezembro encerrou o pregão em queda de 1,11%, cotado a 83,73 centavos de dólar por libra-peso. A pressão sobre os preços ocorre em meio ao avanço da colheita e à piora das condições das lavouras nos Estados Unidos.

Segundo os dados semanais de progresso das safras divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), 40% da área de algodão já havia apresentado abertura dos capulhos até domingo. A colheita alcançava 7% da área plantada.

"A parcela classificada como boa ou excelente caiu para 34%, cinco pontos percentuais abaixo do registrado na semana anterior", informou o departamento.

Suco de Laranja

O contrato futuro do suco de laranja para entrega em novembro encerrou o pregão com queda de 2,82%, cotado a US$ 1,46 por libra-peso.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/mercado-de-leite-no-brasil-recuperacao-gradual-de-precos-em-2026/