Protesto em porto argentino atrasa pelo menos 10 navios que carregam grãos

Na Argentina, mais de 80% dos carregamentos de grãos para os portos do país são transportados por caminhão

Por Maximilian Heath, da Reuters
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Pelo menos 10 navios ​atrasaram o carregamento de ​grãos nesta terça-feira no porto argentino de Quequén, pois os caminhoneiros que exigem taxas de frete mais altas bloqueiam o acesso ao terminal, disse uma fonte do porto.

"Nenhum caminhão está entrando com grãos, estamos ⁠completamente paralisados", disse ​a fonte à Reuters.

O protesto está sendo ​realizado por motoristas de caminhão acampados ao longo ⁠de uma estrada que leva ⁠ao porto, onde estão impedindo a ​passagem ‌de caminhões de grãos enquanto negociam aumentos de ⁠tarifas com empresas de armazenamento de grãos e grupos de produtores agrícolas, disse a fonte.

Quequén, no sul da ‌província de ⁠Buenos Aires, ‌carregou 2,4 milhões de toneladas métricas de soja em 2025, o equivalente a 20% da oleaginosa exportada pela Argentina no ⁠ano passado.

Os principais exportadores, incluindo a Bunge, a Cofco e a ‌cooperativa local ACA, operam no porto.

Na Argentina, mais de 80% dos carregamentos de grãos para os portos do país são transportados por caminhão.

A ação ‌também afetou temporariamente o porto de Bahia Blanca. Na segunda-feira, a câmara portuária argentina disse em ⁠um comunicado que o protesto dos caminhoneiros havia bloqueado exportações no valor estimado de US$450 milhões.

Os portos ​da região de Rosário, que transportam mais de 85% ​das exportações de grãos da Argentina e quase todas as suas exportações de óleo de soja e farelo de soja, estavam ‌operando normalmente.