Setor sucroenergético defende etanol após produto entrar na mira de Trump

Na última terça-feira (15), USTR anunciou que iniciou investigação sobre práticas "desleais" do Brasil na área do comércio

Gabriel Garcia, da CNN, em Brasília
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Representantes do setor sucroenergético nacional saíram em defesa do etanol brasileiro após o produto virar alvo de uma investigação comercial dos Estados Unidos.

Em nota, a Bioenergia Brasil e a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia) afirmam que o país é referência internacional em mobilidade de baixo carbono e que confiam na capacidade do governo federal de defender o setor de biocombustíveis nacional.

 

“O etanol brasileiro, de baixa intensidade de carbono e em conformidade com critérios robustos e auditáveis de sustentabilidade, representa uma das soluções mais eficazes e acessíveis para a descarbonização dos transportes, atendendo às mais rigorosas exigências ambientais e regulatórias nacionais e a padrões globais de certificação", diz o comunicado.

Na última terça-feira (15), o escritório do USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) anunciou que iniciou uma investigação sobre práticas "desleais" do Brasil na área do comércio.

No caso específico do combustível, os norte-americanos dizem "sofrer com tarifas mais altas sobre o etanol impostas pelo Brasil e com o desequilíbrio comercial resultante da decisão do Brasil de abandonar o tratamento recíproco, praticamente isento de impostos, que promoveu o desenvolvimento de ambas as indústrias e um comércio florescente e mutuamente benéfico".

Além do etanol, os EUA justificam a investigação alegando uma série de práticas consideradas desleais, como barreiras no comércio digital, tarifas de importação, falhas no combate à corrupção, deficiências na proteção da propriedade intelectual e permissividade com o desmatamento ilegal.