Soja fecha em baixa em Chicago com boas projeções da safra americana

Projeção da Pro Farmer para 124,43 milhões de toneladas supera estimativa do USDA e influencia o mercado

Andressa Simão, da CNN Brasil, São Paulo
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Na Bolsa de Chicago, o contrato futuro da soja para entrega em novembro fechou na sessão desta segunda-feira (24) em queda de 1,23%, cotado a US$ 12,24 por bushel.

Segundo a Agrinvest, a pressão veio principalmente da leitura final do Pro Farmer, que indicou que as produtividades nas regiões de Illinois e Iowa podem compensar parte das perdas registradas em outros estados americanos.

O complexo também influenciou o mercado, em que o óleo de soja recuou em toda a curva, pressionado pela queda dos RINs e pela expectativa de flexibilização das regras nos Estados Unidos. Já o farelo foi o único componente do complexo a operar em alta.

A Granar destacou ainda a projeção de uma safra recorde de soja nos Estados Unidos. O Pro Farmer estima produção de 124,43 milhões de toneladas, acima da previsão de 122,99 milhões de toneladas do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgada em 12 de agosto.

Milho

O milho começou a semana em alta na Bolsa de Chicago, em que o vencimento para entrega em dezembro avançou 1,38%, encerrando o pregão a US$ 5,15 por bushel.

O movimento ganhou força após a divulgação da estimativa do Pro Farmer para a safra norte-americana. A consultoria projetou produtividade de 173,2 bushels por acre e produção de 15,344 bilhões de bushels, abaixo das estimativas do USDA.

Em toneladas, a projeção do Pro Farmer equivale a 389,75 milhões de toneladas, enquanto o departamento dos Estados Unidos estima 406,75 milhões de toneladas para a safra 2026/27. A diferença aumenta as dúvidas sobre o tamanho da produção americana e pode abrir espaço para revisões nas próximas estimativas oficiais.

Trigo

O trigo encerrou o dia praticamente estável em Chicago, em que o contrato para dezembro subiu 0,04%, para US$ 6,99 por bushel.

O mercado encontrou sustentação na alta do milho e nas incertezas sobre os embarques de grãos pelo Mar Negro. As exportações semanais da Ucrânia recuaram 11,4%, para 188 mil toneladas.

A possibilidade de novas restrições ao comércio agrícola na região continua no radar dos investidores, diante da permanência do conflito entre Rússia e Ucrânia. Na sexta-feira, o trigo havia acumulado a segunda semana consecutiva de ganhos, o que também estimulou movimentos de realização de lucros.